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TCC de aluna do Polo Porto Alegre aborda desmotivação do servidor público

Vanessa Kidricki acaba de concluir pós em Gestão Estratégica de Pessoas e vai publicar artigo

26/11/2018 19h05 - última modificação 04/12/2018 19h45

Foto Divulgação

Patrimonialismo, personalismo e ausência de meritocracia exercem forte influência na gestão das organizações públicas, resultando em servidores desmotivados e, consequentemente, em ineficiência do serviço oferecido à população. A conclusão é de alguém com conhecimento teórico e prático desse cenário, a servidora pública Vanessa Kidricki, que acaba de concluir Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Pessoas e Psicologia Organizacional pela Educação Metodista a Distância e cujo TCC explora o tema “Cultura Organizacional no Setor Público Brasileiro e Resistência a Mudanças Organizacionais”.

Aluna nota A em todas as disciplinas do curso, encerrado em setembro último pelo Polo de Porto Alegre, Vanessa pesquisou que para o êxito de qualquer reforma administrativa e adesão aos processos de mudança é importante ter funcionários públicos engajados. Para isso, a seu ver, é fundamental que o contexto cultural e os valores enraizados na cultura nacional sejam considerados.

“A sociedade está cada vez mais exigente quanto à qualidade e eficiência dos serviços públicos, que, entretanto, são em geral insatisfatórios. Parcela significativa dos servidores se sente desmotivada para cumprir as funções com eficiência, eficácia e efetividade principalmente devido à ausência da meritocracia como traço cultural no Brasil, diferente das sociedades americana e japonesa, onde há grande valorização da dedicação ao trabalho”, diz a servidora efetiva da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, atualmente lotada na Assessoria da Superintendência-Geral, depois de ter atuado em 2008-2009 e 2015-2017 no Departamento de Gestão de Pessoas.

Após pesquisa junto a diversos autores, Vanessa Kidricki concluiu que os principais traços da cultura brasileira que influenciam a gestão das organizações públicas são patrimonialismo, personalismo, clientelismo, burocratismo, formalismo, autoritarismo/centralização, paternalismo, malandragem, reformismo e desigualdade de poder e hierarquia. São traços trazidos essencialmente do colonizador português. Entre as principais consequências disso ela cita o não reconhecimento dos méritos profissionais. Ao longo do artigo, é discutido o impacto negativo que esses traços da cultura brasileira têm para o setor público, impedindo ou dificultando a implantação de mudanças que poderiam melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população.

“Alguns autores defendem que a mudança cultural das organizações é um processo difícil e que só pode ser realizado levando-se em consideração o contexto cultural do país e os valores enraizados na cultura nacional, sob pena de fracassar, por não ter adesão das pessoas que serão diretamente impactadas pelas mudanças (neste caso, os servidores públicos e dirigentes do alto escalão do governo). Ou seja, qualquer tentativa brusca de modificar a cultura estabelecida há décadas dentro das instituições públicas brasileiras não irá funcionar. Um dos autores pesquisados afirma que “a cultura é passível de adaptação, até de submissão, mas nunca de reprogramação total”. Por isso, é fundamental que mudanças no setor público sejam planejadas levando-se em consideração as peculiaridades que fazem parte do contexto da própria cultura brasileira”, afirma a formanda da Metodista.

Como exemplo, ela cita o novo modelo de reforma denominado “New Public Management” (Nova Gestão Pública), oriundo da Grã-Bretanha e implantado com sucesso em países de cultura anglo-saxã, mas que provavelmente não terá igual êxito em países de cultura latina, como o Brasil, se não sofrer adaptações. “A cultura latina apresenta traços culturais muito peculiares e diferentes da cultura britânica”, explica.

Qualidade

A pesquisa de Vanessa Kidricki rendeu elogios da orientadora e professora do curso, Valquiria Aparecida Rossi, que sugeriu sua publicação na Revista Eletrônica “Gestão e Serviços” da Universidade Metodista de São Paulo. “Vou tentar submeter o artigo no início do próximo ano, pois o prazo para submissão se encerrou em agosto”, planeja Vanessa, de 39 anos, graduada em Letras (Português-Inglês) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O curso a distância da Metodista foi avaliado como positivo pela aluna: “Fiquei bastante surpresa com a qualidade e o nível de exigência por parte dos professores. Também gostei muito do corpo docente, pois os professores são qualificados e muito acolhedores. Ressalto ainda o excelente atendimento que recebi da Secretaria Acadêmica”, descreve, postando essa satisfação nas redes sociais com o certificado e ao lado dos gestores do Polo IPA, o coordenador professor Ricardo Aveline e o secretário Wellington Balém (foto).

Cinco alunos se formaram em Teologia e dois concluíram pós-graduações a distância com apoio e suporte do Polo IPA. Outros 42 alunos de diferentes cidades do Rio Grande do Sul realizam cursos a distância na unidade.

Veja também a notícia no portal do IPA Metodista.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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