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Secretário municipal defende redução geral de impostos para Brasil aumentar a competitividade

Executivo público de São Bernardo, Hitoshi Hyodo falou a alunos de Administração EAD

09/11/2016 20h20 - última modificação 09/11/2016 21h30

Secretário acha que déficit público é justificável se decorre de investimentos (Fotos Malu Marcoccia)

A retomada da economia com uso de instrumento fiscal não deve ocorrer por meio de incentivo ou desoneração apenas de determinados setores, mas sim por redução generalizada da carga tributária no Brasil, advoga o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo do Campo, Hitoshi Hyodo. O executivo público citou que o volume de impostos onera os preços e é o maior responsável pela perda de competitividade dos produtos brasileiros, “já que em engenharia e inovação não devemos para ninguém no mundo”, afirmou, ao participar em 9 de novembro da última aula do ano de Economia Brasileira e Mercado de Capitais do curso de Administração da Educação Metodista a Distância.

O secretário municipal, que é membro licenciado do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), interpreta como saudáveis as recentes eleições de empresários como João Dória Jr. na Capital e Donald Trump nos Estados Unidos, caso consigam efetivamente implantar a experiência de gestores privados e a eficiência da livre iniciativa à esfera pública. Disse que um grande desafio será vencer a burocracia inerente à máquina estatal.

“As decisões têm que ser rápidas para acompanhar os novos processos de produtos e serviços. O poder público deve ser rápido não só nas decisões, mas também na execução das ações”, afirmou, criticando a morosidade que muitas vezes emperra a administração pública. Hitoshi Hyodo também defende total transparência dos atos dos gestores públicos, sobretudo no diálogo sobre gastos orçamentários.

“O importante é o debate claro com a sociedade sobre o que se arrecada, para onde vão os investimentos e os gastos e quem está pagando a conta, no caso, o cidadão através de impostos”, lembrou, mencionando promessas sobre congelamento de tarifas de ônibus e distribuição gratuita de leite que implicam remanejar recursos no orçamento, tirando de outros setores para cobrir as áreas incentivadas.

“A sociedade topa aumentar subsídio ao transporte tirando recursos da educação?”, perguntou, respondendo: Se sim, ótimo. Se não, é populismo e irresponsabilidade de candidato em campanha”.

Déficit x investimentos

Entre outras abordagens feitas pelo professor Daniel Paulussi sobre o contexto da política fiscal brasileira e as tendências para o crescimento econômico do País, o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo vê com ressalvas as críticas que se faz ao déficit público em geral e ao alto endividamento do governo, que no caso do Brasil chega a 70% do PIB (Produto Interno Bruto). Ele acha que se deve avaliar a qualidade desse déficit.

“Nos Estados Unidos o endividamento público é superior a 100% do PIB. Embora eu defenda uma política fiscal como na nossa casa – só se gasta o que se ganha -, o déficit é justificável no setor público se for decorrente de investimento. Por exemplo, investir em infraestrutura, em transporte, hospitais e escolas acima da capacidade do orçamento público é válido porque vai gerar receita no futuro, além de alavancar a economia. O que não pode é ter déficit para custeio da máquina”, apontou.

Ele acha positivo limitar gastos públicos como previsto na Proposta de Emenda Constitucional 241, que coloca a inflação como teto de aumento das despesas durante os próximos 20 anos, mas questiona se uma PEC é o melhor caminho para isso. Também defendeu a indústria como grande motor da economia, seja pela movimentação que provoca numa ampla cadeia de fornecedores e clientes, seja por pagar os melhores salários. “Discutir a importância da indústria é questão estratégica nacional, quer pela produção física, quer pelo agregado de inovação e conhecimento intelectual que o setor gera”, entende.

Além do professor Daniel Paulussi, o executivo público foi recebido nos estúdios da EAD Metodista pelo coordenador do curso de Administração, professor Oswaldo Martins Santos Filho. Veja mais imagens do encontro. 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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