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Metodista lança obra que discute a inserção de tecnologia no ensino básico

“Narrativas das experiências docentes com uso de tecnologias na educação” reúne textos de professores de escolas públicas e privadas

24/08/2016 18h15 - última modificação 15/09/2016 18h37

“Narrativas das experiências docentes com uso de tecnologias na educação” reúne textos de professores de escolas públicas e privadas

A tecnologia é parte importante do cotidiano de todas as pessoas, ocupando cada vez mais espaço em casa, no trabalho e na universidade. Sendo assim, é natural que ela também se torne presente dentro das escolas de ensino básico. Em busca de melhorias no processo educacional, alguns professores inovam e fazem interessantes inserções da tecnologia em sala de aula.

Essas vivências são abordadas no livro “Narrativas das experiências docentes com uso de tecnologias na educação”, organizado por Adriana Barroso de Azevedo, Coordenadora do Núcleo de Educação a Distância da Universidade Metodista de São Paulo e professora dos cursos de Pedagogia EAD e Publicidade e Propaganda, e Maria da Conceição Passeggi, professora do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

A obra será lançada na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde será realizada uma sessão de autógrafos com a organizadora e coautores do livro. Os artigos foram desenvolvidos após o curso “A tecnologia na docência: Construção de narrativas digitais”, ministrado por Adriana, em seu estágio pós-doutoral, aos professores que utilizam a tecnologia na educação. 

Pesquisa e elaboração

“Nos reunimos, durante o período de um mês, em um curso intensivo, mas a equipe não se desfez. Temos um grupo de pesquisa, chamado Gente, com estudos e narrativas de tecnologia na educação, com o objetivo de compartilhar, trazer outras pessoas e fazer com que se sintam motivadas a continuar com práticas diferenciadas”, conta Adriana.

Os 11 professores que colaboraram com os textos atuam em escolas públicas e privadas de São Bernardo do Campo e São Paulo, no ensino fundamental e médio, e são licenciados em Pedagogia, Matemática, Letras, História, Química, Física, Biologia, Filosofia e Sociologia. Apesar das diferenças, todos têm algo em comum: utilizam, de forma criativa, a tecnologia no processo educacional. No livro, os professores relatam como deram início a essas experiências e contam os resultados de transformação e integração com os alunos. 

“Na visão dos professores, é notável que há um ganho de aprendizagem porque o aluno se envolve. Ele se envolve por se enxergar representado ou porque, de alguma forma, há uma aproximação com o mundo dele. Se a professora fala de jogos, esse aluno se sente próximo, sente que a escola está próxima do mundo real em que ele vive”.

Em seus textos, os professores contam como utilizaram a tecnologia para aumentar o engajamento dos alunos nas aulas e para ampliar o espaço da escola em suas vidas. Os relatos envolvem o uso de simulados online para a prova do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), o uso de jogos nas aulas de filosofia, desenvolvimento de fanzines e o trabalho de um portal educacional.

Desafios

Para Adriana, os professores ainda têm dificuldade em introduzir a tecnologia nos processos educacionais, já que não recebem formação para isso dentro da universidade. Além disso, muitas vezes existem deficiências estruturais nas escolas ou uma visão limitada dos diretores e gestores, que não compreendem a importância desses processos.

Apesar de importante, a professora não considera a tecnologia o elemento principal desses processos. “Ela é, e pode vir a ser, um elemento relevante no sentido dessa ponte, da aproximação com o mundo da criança e do adolescente. A tecnologia é a linguagem dessa geração, que se comunica basicamente assim. Se a escola não se apropria disso, fica distante”, diz.

Mas a apropriação da escola, por si só, não basta: “esse apropriar deve ter uma dimensão reflexiva, crítica. Deve passar por um processo de análise do professor que é condutor do processo, de modo consciente. Tem que ser algo natural, espontâneo do professor”.

Nas experiências que acompanhou, Adriana percebeu que o mais interessante é a experimentação que auxilia os alunos e os próprios docentes. “Gosto quando percebo que naturalmente alguns professores vão descobrindo essa potencialidade e vão experimentando. Isso torna o trabalho do professor mais dinâmico, mais significativo para o próprio professor, não só para a criança ou para o adolescente”, completa.

Além de ser lançado em versão impressa, o livro "Narrativas das experiências docentes com o uso de tecnologias na educação" está disponível em versão digital gratuita, clique aqui para baixar.

Lançamentos Editora Metodista
Onde: 24ª Bienal Internacional do Livro, estande da ABEU (Associação Brasileira das Editoras Universitárias), L 049.
Quando: 27 de agosto de 2016, às 16h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi, Av. Olavo Fontoura, 1.209, São Paulo.

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