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“Memória dos sentidos e sentidos da memória: Relembrar para gerar vida”.

10/03/2016 16h06

“Memória dos sentidos e sentidos da memória: Relembrar para gerar vida”.

Sandra Duarte de Souza

Lembrar é mais do que mera repetição de tradições. Lembrar é conhecer e transmitir conhecimento, daí a importância de estimularmos a memória não apenas como um recurso biológico para evitarmos as doenças degenerativas que envolvem o cérebro, mas também e principalmente, para que a vida ganhe sentido em cada lembrança que nos constitui.

Nosso cotidiano é significado por nossas memórias, que nos permitem passear pela história para produzir novas histórias a cada dia. No entanto, a sociedade contemporânea não se ocupa com lembranças, não tem tempo para compartilhar memórias, está deixando de contar histórias. Atualmente somos bombardeadas por uma gama enorme de informações, seja pelo que vemos e/ou ouvimos, mas esquecemos tudo muito rapidamente, pois o objetivo da sociedade informacional é meramente passar informação, e não produzir conhecimento.

 Nossas memórias são armazenadas e ativadas de diferentes maneiras, por meio de todos os nossos sentidos. A memória está no tato, no olfato, na visão, na audição e no paladar. Vivemos em uma época em que a visão é super explorada, e parece que nossa memória somente é ativada quando temos acesso a uma imagem. A visão é um importante sentido, mas nossa memória não é feita apenas de coisas que podemos ver. Ela é palpável, ela tem som, tem sabor e tem cheiro.

Trazer à memória o que nos dá contentamento é nos alegrar com nossa história, com os sabores e odores que nos lembram da infância, com o apalpar de um objeto que nos faz viajar no tempo, com a fotografia amarelada que nos lembra dos que amamos, com o som de uma canção que persiste em memorar um encontro.

Mas a memória não é apenas lembrança do passado, ela é geradora do futuro. A memória não é apenas individual, ela é coletiva. As sociedades das mulheres continuam fazendo e contando história. A tradição bíblica e wesleyana é perpetuada e resignificada na atuante vida das mulheres que se reuniram no passado, se reúnem no presente e se reunirão no futuro. As sociedades das mulheres nos ensinam que a memória leva à ação, sustenta o cotidiano, lança desafios e não se intimida diante do novo.

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