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XIII Encontro de Comunicação Comunitária e Cidadania

26/05/2017 12h16

Grupo de Pesquisa COMUNI Foto: Vittória Cataldo

Vittória Cataldo

O Grupo de Pesquisa COMUNI (Núcleo de Estudos de Comunicação Comunitária e Local), ligado ao Programa de Pós-graduação em Comunicação Social, da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), realizou no dia 16 de maio o décimo terceiro Encontro de Comunicação Comunitária e Cidadania. O evento aconteceu no Edifício Capa do Campus Rudge Ramos da UMESP, das 8 às 17 horas.

Os encontros são realizados desde 2005 e têm como um dos objetivos promover a troca de conhecimentos entre a academia e as “comunidades”, a partir das relações entre comunicação e cidadania, por meio de relatos de pesquisas de mestrado e doutorado e relatos de experiências protagonizados pela sociedade civil.

No período da manhã, após o credenciamento, o evento trouxe relatos de pesquisas e experiências, moderado pela profa. Dra. Luiza Y. Deliberador (Faculdades Maringá, Maringá/SPLondrina). O primeiro relato de pesquisa foi “As propostas de emancipação cidadã, experiências do agir local e social a partir das memórias autobiográficas de Gandhi, King Jr. e Mandela” resultados da pesquisa de pós-doutoramento de Ingrid Gomes.

Em seguida “A Comunicação Comunitária dos Quilombos Carrapatos da Tabatinga: o diálogo como práxis da comunicação interpessoal e grupal” por Silmara de Mattos Sgoti (Mackenzie / Comuni / Póscom – Metodista). O terceiro relato de experiência foi o Ana Valim sobre as experiências do boletim da Pastoral do Imigrante “Vai Vem - Boletim das Migrações”. A programação da manhã foi finalizada com a apresentação “Olhares sobre a comunicação comunitária no processo organizativo e atuação da comunidade quilombola da Caçandoca, em Ubatuba, SP”, de Adriana Rabelo Rodrigues Marcelo (Comuni / Póscom - Metodista).

No período da tarde houve um sorteio de livros e as apresentações foram mediadas pelo professor Dr. Marcos Corrêa (Comuni). O primeiro relato de pesquisa apresentado foi do prof. Dr. Orlando Berti (UESPI – UMESP – Comuni) com o tema “Teoria Da comunicação comunitária – provocações sobre questões teóricas contemporâneas”. Berti faz algumas reflexões sobre as Teorias da Comunicação Comunitárias, comentando sobre a nova comunidade tecnológica e o atomismo social. “Estamos cada vez mais atomizados”, ele comenta, estamos fisicamente em um lugar, porém com a mente em outro. Uma das suas grandes reflexões é a falta de afeto e atenção nas relações tanto pessoais como comunitárias. A apresentação é fruto da sua pesquisa de pós-doutoramento.

O segundo relato de experiência foi da Marina Selerges sobre o “Levante Popular da Juventude”, do qual Selerges é representante da Comunicação a nível nacional. Ela define a comunicação do movimento em duas frentes: a agitação, que é passar informações para uma grande quantidade de pessoas, e a propaganda, que pensa e investe mais no conteúdo. “A comunicação do levante é uma comunicação popular” ela afirma e diz que a comunicação deve sempre fazer parte da política do movimento. “A gente disputa com a mídia tradicional” ela alega, explicando o jeito diferenciado de comunicar do evento, pois eles estão presentes nas periferias.

“A Comunicação Comunitária no semiárido Paraibano e a constituições de saberes complexos na Cibercultur@” foi o terceiro relato de pesquisa, da profa. Dra. Sandra Raquel dos Santos Azevedo (Comuni e UFPB – João Pessoa). Ela comenta sobre a indústria da seca e a mobilização social no Nordeste. Azevedo relata que debate o processo de comunicação com o Semiárido, o enfrentamento da seca e a representação social ancorada na carência, a partir do comunitarismo e o compartilhamento de relatos de agricultores. A autonomia das mulheres no campo de trabalho para alcançar a igualdade social também é motivo de debates. “Saímos de uma visão mais instrumental da comunicação”, Azevedo termina.

O último relato de pesquisa foi de Ricardo Costa Alvarenga (Comuni – Póscom – Metodista), com sua pesquisa intitulada “A Comunicação da Igreja Católica no Brasil: as tendências comunicacionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil”. Alvarenga conta que a sua pesquisa surgiu a partir de uma interrogativa: Como ocorre o surgimento e o desenvolvimento dos processos de comunicação na Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)?  Para a realização do trabalho Alvarenga usou pesquisas já realizadas sobre a temática, documentos históricos, além de referências teóricas, para desse modo sistematizar percurso da comunicação da CNBB.

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