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UMESP debate a presença feminina na literatura brasileira

01/09/2017 14h50 - última modificação 01/09/2017 19h27

Pedro Zuccolotto

A história da literatura foi, desde seu princípio, repleta de ícones do gênero masculino. Pouquíssimas mulheres, ao longo do tempo, conseguiram se destacar através da escrita, seja por conta do contexto social ou do mercado editorial que, na maioria das vezes, prioriza os homens. Para resgatar o histórico da presença das mulheres ao longo da literatura a Cátedra Unesco/UMESP para Desenvolvimento Regional organizou no dia 24 de agosto o “Workshop Unescom A Mulher na Literatura”, ministrado pelo professor Sílvio Pereira, doutor na área de Linguagem e Educação pela USP, mestre em Letras na área de Língua e Literaturas Espanhola e Hispano-Americana pela USP e atual coordenador dos cursos de Letras na UMESP.

Sílvio discorreu sobre a importância do ato de escrever para as mulheres. “Quantas mulheres ficaram esquecidas ao longo da história da literatura?”, indagou. Segundo ele, devido ao domínio masculino no mundo e, por consequência, no campo das letras, as referências históricas a escritoras brasileiras datam de forma expressiva somente a partir do século XX.

Em um resgate histórico das escritoras que demarcaram a literatura brasileira ao longo do tempo, o professor destacou personalidades como Rachel de Queiroz, primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras e também a primeira galardoada com o Prêmio Camões (considerado o Nobel de Literatura na América Latina); Cecília Meireles, professora e poeta que escreveu sobre a transitoriedade da vida, a natureza e também poemas para crianças; Clarice Lispector, nascida na Ucrânia e popular por A Hora da Estrela e diversas outras obras; Lygia Fagundes, também galardoada com o Prêmio Camões (2005), autora de Ciranda de Pedra; Hilda Hilst, poeta considerada pela crítica como uma das maiores escritoras da língua portuguesa do século XX; Adélia Prado, mineira com obras que usam uma linguagem mais direta e frequentemente lírica, abordando muitas vezes a vida e preocupações dos personagens do interior de Minas; e Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro.

Sílvio mencionou ainda algumas escritoras atuais renomadas, como Eliane Brum e Nana Queiroz, mostrando que as mulheres vêm ganhando mais espaço no meio literário e finalizou o evento com um convite para que as mulheres se permitam cada vez mais expressar seu potencial criativo no campo das letras.

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