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Série Jornalismo Novo #01 Jornalismo Pós-industrial

Série de vídeos da Cátedra UNESCO/UMESP aborda os novos caminhos do jornalismo

14/09/2018 19h38

Nila Maria

No primeiro vídeo da série Jornalismo Novo, os professores do Programa de Pós-graduação em Comunicação (PósCom) da Universidade Metodista (UMESP), Roberto Joaquim e Mateus Yuri falam sobre o Jornalismo Pós-industrial.

O jornalismo industrial surgiu na primeira década do século XIX, a partir do aprimoramento da tecnologia das máquinas de impressão, o que representou uma inovação, em termos industriais, impactando diretamente o jornalismo.

Já as discussões sobre o pós-industrial começam a acontecer nos anos 1950, quando os autores da época passam a escrever sobre as transformações que a indústria estava provocando na sociedade. Assim, é na década de 1970 que essa sociedade pós-industrial se materializa. Os países desenvolvidos detêm o conhecimento para o desenvolvimento de tecnologia e passam a ter parte de sua população trabalhando para produzi-la. A riqueza das grandes nações, vem, desde então, da fabricação de tecnologia para levar conhecimento e informação.

O professor Mateus Yuri explica que o jornalismo pós-industrial envolve, sim, práticas de redação, mas envolve, acima de tudo, de que forma as redações se estruturam como empresas em diferentes aspectos, desde a contratação de pessoal, até a divisão de tarefas e categorias profissionais do veículo.

A crise que o jornalismo vive atualmente se relaciona com a cadeia de negócios, segundo diz Roberto. Até os anos 2000, o jornal funcionava como uma indústria, em que o proprietário era quem dominava todo o processo. No entanto, com a transformação tecnológica, esta estrutura é completamente alterada.

O professor cita, ainda, o estudo feito por Caio Túlio Costa para a Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, que mostra que, hoje, na atual conjuntura da cadeia de negócios do jornalismo, 60% da verba gerada com a produção, fica com as empresas de telecomunicações, 14%, com as empresas de tecnologia, enquanto somente 7% fica com os jornais.

Assista à entrevista completa no vídeo abaixo:

 

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