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SBPJor reúne pesquisadores do Brasil e do exterior

Congresso teve como tema conflitos em pauta aos conflitos do campo.

23/11/2018 17h11

Igor Neves

Foi realizado nos últimos dias 7, 8 e 9 de novembro a 16ª edição do Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, o SBPJor e o 8º Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo (JPJor), que abordou a temática Dos conflitos em pauta aos conflitos do campo.

No dia 7 ocorreu o JPJor, na Universidade Anhembi Morumbi, voltado para pesquisas realizadas por alunos da graduação, seja em trabalhos de disciplinas, iniciação científica ou TCC. Como foi o caso de Vítor Hugo dos Santos Anastácio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que apresentou parte do seu trabalho de conclusão de curso sobre a chegada do manual de redação no jornalismo brasileiro.

Também no JPJor, a graduanda Nathália Carvalho Advíncula da Universidade Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), apresentou seu artigo Informação      x Opinião: caminhos históricos dos gêneros jornalísticos, uma revisão bibliográfica sobre o jornalismo informativo e opinativo no Brasil.

Nos dias 8 e 9 foi a vez do SBPJor, na Universidade FIAMFAAM. Nos dois dias ocorreram mesas livres e coordenadas. No 2º. Painel IALJS/SBPJor-Renami de Jornalismo Literário da Rede de Pesquisa Narrativas Midiáticas Contemporâneas (Renami), o professor americano John S. Bak, expôs seu trabalho Literary Journalism as an Academic Discipline: Weighing the Pros and Cons, em que discute o ensino de jornalismo literário como uma disciplina acadêmica.

Ainda na mesma sessão o aluno do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo (PósCom/UMESP), Arthur Marchetto, apresentou o artigo Vozes anônimas da União Soviética: o trajeto estilístico de Svetlana Aleksiévitch, trabalho que analisa a evolução da escrita da autora bielorrussa em comparação com a estilística da literatura russa.

Na Mesa Renami: Jornalismo, narrativas e subjetividades, Dayane do Carmo Barretos, doutoranda da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), discutiu seu artigo Mortes que não comovem: o papel da narrativa jornalística na configuração de corpos abjetos, que trata de como assassinatos de transexuais e travestis são narrados midiaticamente, se há respeito no tratamento dessas mortes, se o nome social é a ou se é usado o nome de registro, se há uma culpabilização da vítima ou não, etc. Dayane percebeu que jornais e portais maiores e de grandes metrópoles respeitam mais os transexuais e travesti, enquanto em jornais menores e locais ainda tendem a ter uma abordagem mais preconceituosa.

A mestranda da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mayara de Araújo, mostrou sua análise sobre a parcialidade justificada dentro série de reportagens Viúvas do Veneno, veiculadas pelo jornal cearense Diário do Nordeste, sobre a morte de trabalhadores por envenenamento devido ao uso indevido de agrotóxicos.

Além da apresentação de trabalhos, o congresso também sediou a assembleia dos associados, as reuniões das redes de pesquisa que fazem parte do SBPJor e lançamento de livros.

 

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