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Magali Cunha é eleita integrante da Sociedade Internacional Mídia Religião e Cultura

Participação da estudiosa brasileira vai agregar pesquisadores latino-americanos na discussão religiosa

24/08/2012 20h25 - última modificação 24/08/2012 20h30

Magali Cunha na abertura do Eclesiocom 2012 Foto: Cleber Santos

Por Mônica Miliatti

A professora do PósCom da Universidade Metodista de São Paulo, Magali Cunha, é membro da diretoria da Sociedade Internacional Mídia Religião e Cultura (The International Conference on Media, Religion, and Culture) e participou 9ª edição da Conferência Internacional de Mídia, Religião e Cultura, no mês de julho.

A pesquisadora está envolvida no planejamento da próxima conferência que acontecerá em 2014, na Universidade de Canterbury, na Inglaterra, onde serão lançadas as primeiras publicações com o selo oficial da organização.

Magali iniciou sua participaçõe no evento em 2008, o qual aconteceu na Metodista. Na época, o coordenador geral do comitê organizador das conferências, o professor Stewart Hoover, da Universidade do Colorado (EUA), estava com planos de expandir as conferências para a América Latinae a escolha da Metodista ocorreu por indicação da Associação Mundial de Comunicação Cristã (WACC).

Para a pesquisadora o convite para a diretoria da entidade é uma grande e conclui; “Primeiro porque representa o reconhecimento do meu trabalho como pesquisadora neste campo e ao mesmo tempo da Metodista, como espaço privilegiado para esta reflexão”.

A Sociedade trabalha não só com estudiosos da área de Comunicação, como também pesquisadores nos campos da Sociologia, História e Antropologia, o que oferece interdisciplinaridade aos encontros, e novas informações a partir dos debates.

Na edição de 2012, a professora apresentou o trabalho “Mídia religiosa e mercado: o fenômeno da ressignificação de signos do Antigo Testamento pelos evangélicos brasileiros”, no qual faz uma análise do entendimento de comunicação a partir dos signos, no caso, bíblicos.

De acordo com Magali, as religiões são expressões culturais que possuem registros desde o início da comunicação, com os hieróglifos. Crenças que antes eram individualizadas, passam a envolver processos comunicacionais cada vez mais midiatizados. “Estas transformações provocam novas religiosidades e novos discursos religiosos para os quais temos que ter atenção especial, pois o lugar da religião nas sociedades é destacado”, afirma a professora.

Desta forma, as conferências da Sociedade Internacional Mídia Religião e Cultura têm conseguido também agregar grande diversidade, não só nas disciplinas, mas também de experiências culturais. Magali destaca o aspecto da discussão intensa dos fenômenos religiosos em escolas de comunicação, que poderiam ser tomadas como exemplo para o Brasil. “Algumas universidades na Europa e na América do Norte têm Cátedras em Comunicação e Religião ligadas às Faculdades de Comunicação. É um desafio que temos aqui no Brasil de superar esta defasagem já que religião no Brasil é temática forte e sempre recorrente”.

A participação da professora Magali na Sociedade não só agrega o conhecimento latino-americano nas discussões dos eventos, mas também, com o intermédio da estudiosa, pode trazer novas perspectivas para o estudo comunicacional religioso no país.

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