Ir para o conteúdo.

.
Você está aqui: Página Inicial / JBCC / Notícias JBCC / Ator fala sobre idosos nas telenovelas a alunos do Núcleo da Terceira Idade da Metodista

Ator fala sobre idosos nas telenovelas a alunos do Núcleo da Terceira Idade da Metodista

O palestrante aborda personagens, a história da telenovela e a evolução da participação das pessoas mais velhas nessas produções

10/11/2011 16h45 - última modificação 12/04/2017 13h32

Por Roberto Bueno Mendes


Bruno Fracchia diz que a representação de idosos em telenovelas cresceu nas últimas décadas

O ator, dramaturgo e roteirista de telenovela Bruno Fracchia esteve em outubro, 28,  com alunos do Núcleo da Terceira Idade da Metodista, para falar sobre como os idosos foram sendo retratados ao longo do tempo nas telenovelas brasileiras.

Bruno contou que a representação do idoso na televisão era inexpressiva nos anos 50, 60 e 70, embora houvesse telenovelas como “O Casarão”, de Lauro Cesar Muniz, apresentada em 1976 pela Rede Globo de Televisão, que tinha na terceira fase da história personagens idosos como protagonistas, interpretados por Paulo Gracindo e Yara Cortês.

Durante a palestra, Bruno também contou sobre a origem das novelas. Foi na França, no início do século 19, que surgiram os chamados folhetins, para atrair leitores e ampliar a venda de jornais. Os folhetins são o embrião da telenovela.

As novelas são histórias contadas em capítulos e recheadas de suspense - o chamado “gancho”. São obras abertas, que podem ser alteradas conforme a interação com o público e a decisão do autor. Apresentam diversos momentos de mudança de enredo, conhecidos como “pontos de virada”.


Alunos do Núcleo da Terceira Idade da Metodista acompanham interessados a palestra de Facchia

Sobre idosos
O ator ainda falou sobre os conceitos existentes para classificar pessoas idosas: o “cronológico” e o “por etapa  de vida”. O primeiro traz a ideia clássica que a pessoa ao chegar à  idade mais avançada – no caso do Brasil, 65 anos - é automaticamente considerada idosa.

A outra concepção, a da “etapa de vida”, leva em consideração fatores como o nível educacional, o de renda, condições de saúde (se a pessoa fuma ou bebe, por exemplo), para dizer se uma pessoa é idosa ou não.

Como a expectativa de vida dos brasileiros foi se ampliando durante o século 20,  passou de 47,3 anos, na década de 1940, para quase 80 anos, na segunda década do século 21, a idade cronológica da terceira idade também mudou.

Bruno Fracchia já realizou outras palestras voltadas aos idosos, como na Oficina Estadual de Cultura Pagu, em Santos (SP), e no SESC Itaquera, em São Paulo.

Comunicar erros