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Morre, aos 88 anos, jornalista Audálio Dantas em São Paulo

Dantas presidiu o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo durante a ditadura militar

30/05/2018 23h59

Foto: Nivaldo Silva

Igor Neves

Morreu nesta quarta-feira, 30 de maio, o jornalista e escritor alagoano Audálio Dantas, aos 88 anos, no hospital Premiê, na cidade de São Paulo.

Dantas começou sua carreira na Folha da Manhã em 1954 e ainda trabalhou nas revistas O Cruzeiro, Quatro Rodas e Realidade. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo entre 1975 e 1978.

Após a morte de Vladmir Herzog, em outubro de 1975, o jornalista se tornou um dos principais a denunciar o caso e acabou recebendo prêmio da ONU por sua luta pelos direitos humanos, em 1981. Também ganhou o prêmio Jabuti em 2013 por seu livro-reportagem As Duas Guerras de Vlado Herzog.

O jornalista foi o “descobridor” de Maria Carolina de Jesus, autora do livro “Quarto de Despejo” (1960), após ir fazer uma reportagem na favela do Canindé, em 1958.

Para Dantas, o mais importante sempre foi conversar com as pessoas, se desprender da pauta e dos modelos jornalísticos impostos. Teve como maior inspiração o também alagoano, Graciliano Ramos.

Além do livro sobre Vladmir Herzog, ainda publicou títulos como O Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época jornalismo brasileiro (2012), A Infância de Graciliano Ramos (2005) e Menino Lula (2009).

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