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José Marques de Melo: uma vida dedicada à pesquisa

Marques de Melo é referência na América Latina na pesquisa sobre ciência da comunicação

18/06/2018 19h21

Palmeira dos Índios (AL), 15 de junho de 1943. Há 75 anos nascia um dos principais contribuintes do pensamento comunicacional Latino-Americano. Inserido em uma rica trajetória, e influenciado pelo legado de Luiz Beltrão, pioneiro nos estudos da ciência da comunicação, José Marques de Melo se tornou um dos maiores nomes do campo da comunicação.

No entanto, construir uma carreira profissional renomada não foi tão simples. Em 1959 começou a trabalhar como jornalista, integrando as equipes dos jornais Gazeta de Alagoas (AL) e Jornal de Alagoas (AL). Logo em seguida, passou por outros diversos veículos de comunicação em estados como Pernambuco, São Paulo, Bahia e Distrito Federal. Mas foi em 1964 que se formou em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Sua carreira acadêmica iniciou em 1966, no Recife (PE), como assistente do professor Luiz Beltrão, no Instituto de Ciências da Informação da Universidade Católica de Pernambuco. Neste mesmo ano mudou-se para São Paulo, deu início a atividades na Faculdade Cásper Líbero, vinculada à Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

Em 1967 teve contratação efetivada na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), primeira escola de comunicação da América Latina na qual foi um dos seus docentes fundadores. Seu pioneirismo acadêmico legitimou o Jornalismo como novo campo de conhecimento, ao defender, na USP, a primeira tese de Doutorado do Brasil na área, com o título "Fatores socioculturais que retardaram a implantação da imprensa no Brasil".

Perseguido pela Ditadura Militar e impedido de lecionar nas universidades públicas de todo o país, foi acolhido pela Igreja Metodista. Foi na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) que encontrou ambiente favorável ao desenvolvimento dos projetos interrompidos na USP.

Em paralelo, o ano de 1975 ficou marcado pela sua grande contribuição a UMESP com a criação do centro de estudos pós-graduados da instituição, estruturando programas de mestrado e doutorado nas áreas de Comunicação Social, Administração, Psicologia e Odontologia. Logo mais, em 1978, ajudou a fundar o Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da UMESP, com a implantação do Mestrado.

Anistiado em 1979, reassumiu sua cátedra na USP, exercendo-a em regime de dedicação exclusiva ao ensino e à pesquisa. Durante a gestão do reitor José Goldemberg, foi escolhido pela comunidade acadêmica e por ele nomeado em 1989 para exercer o cargo de diretor da ECA-USP, mandato cumprido até 1993, quando decidiu aposentar-se voluntariamente da instituição e retorna a lecionar no Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da Umesp, que logo mais em 1995 abria o curso de Doutorado.

Detentor de reconhecido destaque acadêmico nacional e internacional, recebeu titulação de Catedrático UNESCO de Comunicação, honraria concedida pela Universidade Autônoma de Barcelona, em 1992. Quatro anos mais tarde, o governo brasileiro comunicava oficialmente a instalação da nova Cátedra em território nacional, na UMESP, onde Marques se tornou titular.

Foi então que, entre os anos de 1997 e 2000, dirigiu a Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo e realizou ampla reforma pedagógica, sintonizada com as novas diretrizes curriculares do Ministério da Educação.

Atualmente como Titular da Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, a qual possui Acervo do Pensamento Comunicacional Latino-Americano, inaugurado em 1999 com o seu nome. Além disso, é Presidente do Conselho Curador da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e Presidente Emérito da Rede Folkcom, Sócio Emérito da Sociedade Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

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