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Jornada Beltraniana realiza o primeiro encontro de 2018

Evento discutiu os legados de Luiz Beltrão e José Marques de Melo

15/08/2018 19h20 - última modificação 17/08/2018 19h12

Imagem: Fávio Santana

Igor Neves

A sétima edição da Jornada Beltraniana foi realizada no último dia 8, no Centro Cultural José Marques de Melo, na sede da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) em Pinheiros, São Paulo. O evento, que contou com duas mesas, discutiu o legado de Luiz Beltrão, que completaria 100 anos em 2018, e prestou homenagens ao professor José Marques de Melo, um dos maiores discípulos do criador da teoria da folkcomunicação.

No Encontro estavam presentes estudantes, pesquisadores e professores como ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP), e atual membro da Academia Brasileira de Ciências, Adolpho José Melfi, além da Sra. Silvia Briseno, viúva do professor Marques de Melo e a presidente da Rede de Estudos e Pesquisas em Folkcomunicação (Rede Folkcom), Eliane Mergulhão.

Na primeira mesa, a pesquisadora Isabel Amphilo destacou a característica de Luiz Beltrão de ouvir o povo e de ir atrás daquilo que as elites ignoravam.

“Beltrão valorizava essa questão da necessidade do intelectual se voltar pro povo e ouvir as massas populares, o que as pessoas falavam. Então, havia, nesse período, um consenso de que o governo e as elites estavam de costas pro povo. Beltrão se incomoda com isso, naquela época surge a questão da incomunicação, dos entraves da comunicação, e ai que Beltrão vai pesquisar e se debruçar sobre essa temática assumindo a tarefa de voltar-se para o povo e de ouvir a população através dos meios informais de comunicação”, contou.

Na mesa que discutiu a vida e obra de José Marque de Melo, a professora da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e diretora administrativa da Intercom, Sônia Jaconi, relembrou a humildade do professor.

“Ele [Marques de Melo] se colocava diante da gente como se tivesse aprendendo com a gente. A gente contava, perguntava alguma coisa e ele queria ouvir. Às vezes eu desconfiava que ele sabia do assunto e me perguntava: mas por que ele quer me ouvir falando sobre esse assunto? Parece que ele tinha aquela vontade de aprender com você. Ele tinha aquela bondade de reconhecer e ele estava sempre aprendendo também”, disse.

Para o coordenador de projetos da Cátedra Unesco/UMESP para o Desenvolvimento Regional, Antonio Andrade, que também participou da mesa, Marques de Melo foi um pioneiro na área da comunicação.

“A Metodista estava dando abrigo para muita gente naquela época complicada de autoritarismo e já se discutia a criação da Intercom e ele [Marques de Melo] já estava pensando na pós-graduação da Metodista na área de Comunicação que não tinha, aliás, naquela época no Brasil eram poucos os cursos de comunicação”, relembra.

A Jornada Beltraniana foi criada em 2010, pelo professor Marques de Melo, como uma forma de disseminar os estudos na área de folkcomunicação. A coordenação da sétima edição foi feita por Guilherme Moreira Fernandes, vice-presidente da Rede Folkcom e Sonia Regina Cunha, diretora financeira da Rede Folkcom. A edição de 2018 ainda terá mais um encontro, no dia 3 de setembro, durante o 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, em Joinville/SC. A programação já foi divulgada e pode ser acessada aqui.

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