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Domingo é marcado pela morte de Sebastião Breguez

Jornalista foi um dos fundadores da Intercom e Folkcom

06/03/2018 00h03

Foto de Sebastião Breguez retirada de seu blog

Pedro Zuccolotto

Faleceu no último domingo, dia 04 de março, o jornalista Sebastião Breguez. Jornalista, folclorista e professor universitário, Breguez fez graduação em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestrado e doutorado na Universidade de Estrasburgo (França), com Abraham Moles, um dos grandes teóricos da Comunicação Cultural.

Dentre seus diversos trabalhos, Sebastião Breguez foi membro da Comissão Mineira de Folclore, um dos fundadores da Intercom e da Folkcom e presidiu a Flip-Brasil, uma ONG internacional de jornalistas. Além disso, chegou a contribuir para o portal Observatório da Imprensa com um artigo intitulado “A crise na soleira do ‘Estado de Minas”, em que aborda uma crise do jornal mineiro em 2015.

Sebastião Breguez realizou diversas publicações de livros e contribuições ao longo de sua carreira. Escreveu o livro “O Cordel De Téo Azevedo”, onde discorre sobre a vida e obra de cordel do poeta e repentista mineiro Téo Azevedo da região de Montes Claros no Norte de Minas, e contribuiu com um artigo no livro “Grandes nomes da Comunicação - José Marques De Melo”, sobre a trajetória de 40 anos da vida intelectual e acadêmica do prof. Dr. José Marques de Melo. Uma lista com outras publicações pode ser encontrada em seu blog.

Carlos Felipe, ex-presidente da Comissão Mineira de Folclore (CMFl), declarou no grupo da própria Comissão no Facebook o seguinte:

"A morte de Sebastião Breguez, ocorrida hoje de madrugada em Santa Luzia, priva Minas de um bravo lutador pelas causas da cultura popular. Conhecemos Breguez há muitas décadas. Foi um dos guerreiros pela implantação e estudo no Brasil da “folkcomunicação”, organizando seminários e congressos. Com ele  participamos de uma iniciativa pioneira e, infelizmente única em Minas até hoje, que foi o Primeiro Festival Mineiro de Repentistas, quando tivemos a oportunidade de descobrir a fantástica riqueza do repentismo e da poesia popular em nosso estado. Membro integrante da Comissão Mineira de Folclore, promoveu em Santa Luzia, cidade que escolheu para morar nos últimos anos, um trabalho primoroso no sentido de valorizar os presépios, organizando concursos, exibições e escrevendo um livro essencial para o estudo desta manifestação folclórica em Santa Luzia. É oportuno lembrar que Minas Gerais e Belo Horizonte, em tempos de antanho, também valorizavam os presépios, mais um evento que, infelizmente, desapareceu, continuando a ser preservado por famílias e pessoas, sem nenhuma participação de entidades e poderes públicos, cada vez mais se esquecendo da cultura popular. Breguez participou conosco de muitos eventos, bastando lembrar, por exemplo, a Seresta ao Pé da Serra, os encontros de violeiros no Porão, o Programa Carlos Felipe na Inconfidência, os estudos com detentores da legítima cultura e religiosidade populares, por exemplo, as festas do Rosário, do Preto Velho, das Folias de Reis e de Iemanjá. Foi professor em várias escolas e articulista em vários jornais mineiros, brasileiros e internacionais. Sua morte nos pegou completamente de surpresa."

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