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Coordenador do PósCom discute como as redes sociais afetam o jogo político

Professor aborda intolerância e democratização do acesso

28/09/2018 21h10

Igor Neves

As eleições de 2018 se apresentam em um contexto diferente da última corrida presidencial, ocorrida em 2014. Neste ano, os candidatos têm menos tempo de campanha, além das novas formas de financiamento, o que possibilita a utilização das mídias sociais como canais de divulgação de programas de governo, vídeos das campanhas e ideias daqueles que concorrem a cargos nestas eleições.

Segundo dados do IBGE, 70% dos lares brasileiros possuem conexão com Internet, o que significa que mais pessoas podem ter acesso e ver mais rapidamente as notícias sobre assuntos relacionados à política. Porém, para o Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo (PósCom/UMESP), Luiz Alberto de Farias, a instantaneidade tem seus fatores prejudiciais. “Por um lado isso é muito positivo, por outro lado essa rapidez traz no pacote uma falta de aprofundamento, sem, necessariamente checagem, sem necessariamente uma fonte confiável”, conta.

Para o professor, o maior número de acesso não diz necessariamente sobre uma democratização dessas informações. “Se há um número crescente de aparelhos ativos com conexão 4G, isso não representa, necessariamente, a dispersão geográfica, a dispersão do ponto de vista de classes econômicas”.

Segundo ele, a intolerância digital é um fenômeno muito forte nas redes socais e já invadiu o mundo real. “A possibilidade de criar perfis falsos certamente ajuda a intolerância, mas eu diria que isso já extravasou para o mundo real. As pessoas estão absolutamente intolerantes, e nesse momento, que é um momento de disputa política muito polarizada, isso cresce fortemente e faz com que as pessoas deixem de buscar o anonimato e passem a confrontos pessoais”, considera. Para Luiz Alberto, esse momento de polarização faz com que as pessoas deixem de pensar em planos de governo e passem a se concentrar em defender algum candidato.

Discute também que as agências de checagem de notícias, que, segundo ele, apesar de prestarem um papel muito importante para a sociedade, atingem ainda um público muito pequeno e que já esteja disposto a ir atrás da notícia verdadeira.

Assista abaixo o vídeo completo:

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