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Colégio dos Brasilianistas abre Intercom

14/09/2017 16h07

José Marques de Melo. Foto: equipe Positivo

Pedro Zuccolotto

Teve início, no dia 3 de setembro, em Curitiba, o IV Encontro Internacional do Colégio dos Brasilianistas da Comunicação (CBC), pré-evento do Congresso Nacional da Intercom. O evento foi aberto com palestra da professora Monica Rector, especialista em comunicação não verbal que leciona na University of North Caroline, nos Estados Unidos. Durante o Encontro, Monica dialogou sobre o carnaval carioca, um dos temas que pesquisa, dando ênfase à organização das escolas de samba.

Além disso, houve homenagens para o empresário Eduardo Ribeiro, da Mega Brasil, destacado pela professora Margarida Kunsch como um “líder no mercado da comunicação corporativa”; Alfredo Bosi, professor, crítico e historiador da literatura brasileira, e sua esposa Ecléa Bosi, psicóloga, escritora e professora falecida recentemente, ambos saudados por seu humanismo e importância intelectual; e ao professor e pesquisador mexicano Javier Esteinou, cuja relação com a Intercom, como relatou a professora Anamaria Fadul, começou há mais de 30 anos, em 1981, quando fez a conferência de abertura no IV Ciclo de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, substituindo o francês Armand Mattelart.  

No dia 4, o CBC contou com a participação dos professores Sergio Mattos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Maria Ataide Malcher da Universidade Federal do Pará (UFPA), Maria Érica de Oliveira Lima da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Rosiméri Laurindo da Universidade Regional de Blumenau (FURB), que abordaram o tema “As Ciências da Comunicação na Periferia Acadêmica: o que fazer para evitar a contaminação das novas gerações pela síndrome do ‘vira-lata’ transmitida pelos portadores do ‘complexo do colonizado’?”. Maria Érica abriu a mesa enumerando ações realizadas na Universidade Federal do Ceará, como a pesquisa sobre a internacionalização do Grupo Globo. Sergio Mattos ressaltou a importância de José Marques de Melo e o papel da Intercom para a pesquisa brasileira em comunicação e Maria Ataide levantou hipóteses para explicar por que a pesquisa brasileira é tão pouco citada na área. Rosiméri Laurindo afirmou, em referência aos 40 anos da Intercom, que é preciso “levar em conta a história de nossos antecessores” para seguir adiante.

No dia 5, o “Painel História das Ciências da Comunicação: Evidências nacionais de fontes geradas pelo Estado e pela Sociedade, para resgatar os fatos do presente mais bem contextualizados nas narrativas dos historiadores, no futuro” teve como debatedores os professores Paulo Faustino (Portugal), Gabriel Kaplún (Uruguai) e Ana Paula Goulart (Brasil). Faustino frisou que é necessário preparar os alunos para novas realidades, como o jornalismo freelancer, enquanto Kaplún disse que participa de um estudo sobre sustentabilidade das alternativas midiáticas e Ana Paula Goulart enfatizou que o texto midiático, como fonte histórica, deve ser submetido a uma crítica radical.

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