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Cátedra UNESCO/UMESP realiza Workshop sobre séries da Netflix

A pesquisadora da PosCom, Angela Miguel investiga as alterações da narrativa seriada no contexto do binge-watching

19/06/2018 17h05

Nila Maria

Apesar de ser um hábito comum entre os aficionados por séries, desde os tempos do videocassete, o costume de fazer binge-watching, ou maratona de séries, tornou-se ainda mais forte após a chegada dos sistemas de streaming, como a Netflix. Foi sobre a transformação nas formas narrativas das séries que falou Angela Miguel, pesquisadora da PosCom, no Workshop realizado nesta quinta-feira (14) na Universidade Metodista.

Com o tema “Séries originais Netflix: Alterações da narrativa seriada no contexto binge-watching”, Angela apresentou um histórico das fases da televisão ao longo dos anos, sobretudo nos Estados Unidos. Explicou também como funciona a construção dos episódios para a produção seriada, levando em conta os blocos, os intervalos entre episódios e espaços entre temporadas.

Angela definiu a fase atual da TV como a terceira era de ouro da televisão, em que as séries são caracterizadas por narrativas complexas, ou seja, a mescla dos formatos episódico (quando a trama de um capítulo se encerra nele mesmo) e serial (quando a trama se desenvolve ao longo de toda a temporada) e os chamados “personagens difíceis”. A partir deste momento, começou a apresentar sua pesquisa, que se baseia na observação de três séries originais da Netflix categorizadas no gênero ficção-científica: Dark, 3% e Sense8, produções respectivamente alemã, brasileira e norte-americana.

A pesquisadora analisa forma como os episódios foram construídos, os ganchos entre cada um deles e entre as temporadas, tudo isso levando em conta que os episódios, hoje, são divulgados todos de uma só vez e, muito provavelmente, assistidos pelo público em maratona (binge-publishing e binge-watching).

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