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BJR é a oitava revista da área de Comunicação na América Latina mais citada no mundo

03/07/2020 19h50 - última modificação 03/07/2020 19h52

Por: Deivison Brito (com colaboração da SBPJor) A Brazilian Journalism Research, periódico da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), melhorou sua classificação no Scimago Institutions Rankings, um dos mais importantes sistemas de avaliação científica global. Avaliada no quatrilho Q3, com fator de impacto 0.192, é um dos dez periódico da área de Comunicação mais citadas no mundo. O cálculo foi feito dividindo o número de citações recebidas pela revista nos últimos três anos, quando a revista passou a integrar a base Scopus. Para Fábio Pereira, editor executivo da BJR e professor na Universidade de Brasília (UnB), o cálculo “coloca um desafio em termos de rigor: precisamos cada vez mais nos concentrar na publicação de artigos capazes de provocar algum impacto na área”. O professor reitera a dupla vocação da BJR desde sua concepção, em 2005: ser um espaço importante de difusão internacional das pesquisas brasileiras em jornalismo, mas também um espaço cada vez mais internacional de debate sobre temas emergentes do campo. O destaque da BJR é resultado de um amplo trabalho de indexação em bases internacionais realizado nos últimos cinco anos pela equipe editorial. Isso permite que a revista se torne mais conhecida fora do país. “Hoje cerca de metade dos nossos leitores já são não brasileiros. Além disso, nos últimos dois anos, temos publicados dossiês temáticos com vocação internacional. Por exemplo, a edição sobre Jornalismo literário, publicada no final de 2018, foi uma das que mais contribuíram para a constrição desses indicadores”, afirma Fábio. Além disso, a BJR têm adotado dinâmicas editoriais de referência no exterior, algumas delas inéditas no contexto das publicações brasileira da área. Entre elas, as avaliações em desk review, exigências de qualidade dos pareceres e diretrizes de ciência aberta que têm permitido a revista se manter alinhada aos padrões internacionais de publicação científica. Isso tudo acontece em um cenário particular: a BJR é uma revista relativamente nova, especializada em jornalismo, que não conta com serviços de um publisher internacional profissional e é editada a partir de um país do Sul Global – não anglófono. Como explica Fábio Pereira, “o resultado dessa classificação coloca a BJR em um outro patamar: o do seleto grupo de revistas que participam efetivamente do avanço da pesquisa internacional em jornalismo. Ou seja, os trabalhos que publicamos na BJR começam a ser lidos e citados por autores de todo o mundo e passaram a impactar efetivamente a área”.
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