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Ciência com consciência: para pesquisadora da Universidade de Coimbra, precisamos de nova utopia

Docente participou de Colóquio dos Programas de Pós-Graduação

03/12/2018 14h35 - última modificação 03/12/2018 16h51

Na última sexta-feira (30), os Programas de Pós-Graduação da Universidade Metodista de São Paulo promoveram o Colóquio Cidadania Europeia e Ciência com Consciência em parceria com a Universidade de Coimbra – Portugal. Isabel Maria Freitas Valente, docente da instituição portuguesa, traçou um panorama histórico da cidadania europeia e discutiu desafios impostos pela tecnologia em dias atuais.

“A ciência está a convergir de um modo tão abrangente que alguns algoritmos poderão nos conhecer mais do que a nós mesmos, somos velados por uma ciência sem consciência”, diz, citando que o conhecimento pode ser utilizado de forma prejudicial, usando como exemplo a energia atômica que está nas mãos dos Estados Unidos e da Coréia.

Para a docente, com os constantes avanços tecnológicos que tomarão o lugar das pessoas no mercado de trabalho, “temos que alcançar uma utopia, que não vire distopia, e que resolva essa situação dos seres humanos sendo gradualmente substituídos pelas máquinas”. A professora Maria das Graças Nascimento argumentou que essa realidade já existe, com a ação do big data, por exemplo.

O professor Marcelo Furlin, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação, chamou a atenção para a necessidade de retomar as narrativas como forma de gerar mais consciência no exercício da ciência. “Talvez a ciência com consciência seja buscar pesquisas que tenham o verbo encarnado”, defende. “O que o professor chama de narrativa, eu chamo de lucidez. Essa narrativa é a única coisa que nos dá espírito crítico”, rebate Isabel.

A professora Adriana Barroso, coordenadora de Pós-Graduação e Pesquisa, também ressaltou os desafios brasileiros por mais investimentos na ciência. “Há uma luta por mais financiamento no Brasil e historicamente a área de humanidades recebe menos investimentos, por isso surge um apelo grande de trabalhar com dados e o desafio de não entrar nessa sedução de dados é enorme. Vejo muita coisa sendo feita, mas não existe uma lógica do que deveria ser feito”, complementa.

Confira mais fotos do evento:

Colóquio Cidadania Europeia e Ciência com Consciência

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