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Policial rodoviário diz que é preciso reprogramação mental para combater acidentes de trânsito

1º tenente da PM Marcio de Andrade aposta na neurolinguística para um trânsito mais seguro

23/04/2018 20h25 - última modificação 08/05/2018 18h14

Tenente Andrade: 90% dos acidentes causados por humanos devido a imprudências e desrespeito às leis

Pena aumentada de quatro para até oito anos de prisão, fim do pagamento de fiança e da conversão do crime para serviços à comunidade, além de retenção da carteira de habilitação e multa de R$ 2.934,70. O tratamento mais rigoroso para quem dirigir alcoolizado e causar vítimas está em vigor desde 19 de abril último mas, na véspera, o 1º Tenente da Polícia Militar Marcio Belo de Andrade alertava que é preciso ir além no combate à violência no trânsito.

Em palestra a convite do curso de Segurança Pública da Educação Metodista a Distância, Marcio Andrade defendeu profunda transformação no estado mental dos motoristas para o Brasil acabar ou reduzir drasticamente as estatísticas de guerra que exibe nas estradas e ruas urbanas.

“Como um computador, precisamos aprender a programar nosso subconsciente para os perigos do trânsito, criando filtros fortes para a perda de uma vida, para o dano ao nosso patrimônio ou dos outros e para a suspensão do direito de dirigir. Precisamos formular objetivos positivos como curtir a viagem, não beber, respeitar a sinalização”, enumerou o PM, que falou na noite de 18 de abril sobre “A programação neurolinguística na prevenção de acidentes de trânsito”.

Solução humana

Ele mostrou que o cérebro humano tem dois objetivos – busca do prazer e fuga da dor –, por isso pode ser alimentado com boas referências e advertências. Como 90% dos acidentes têm causa humana, a solução está, portanto, no próprio homem.

“Se o mundo se comunica com o computador por meio do mouse, da tela, do teclado ou CD, esse mesmo mundo entra em nossas mentes por meio dos cinco sentidos. Pensem em um limão: ninguém imagina uma fruta vermelha, doce e agradável”, brincou com a plateia de alunos e professores, explicando que o homem tem o poder de projetar imagens e gerar sentimentos a partir dos estímulos que recebe pelos cinco sentidos. Se programar a mente para os perigos de beber e dirigir, usar celular ao volante ou fazer manobras inadequadas, saberá praticar uma direção mais segura. São conhecimentos já adquiridos pela mente, mas não utilizados.

O tenente alternou vídeos com acidentes fatais e imagens impressionantes com advertências bem humoradas de que sabemos dos perigos, mas não acionamos esses alertas mentais no dia a dia. Mostrou, entre outros, que dirigir utilizando o celular aumenta em 400% o risco de acidente e que o Brasil ocupa o desonroso 5º lugar em mortes de trânsito no mundo. A ONU (Organização das Nações Unidas) decretou 2011-2020 como a Década de Ações Contra Acidentes de Trânsito, quando os países têm que reduzir pela metade seus índices.

O palestrante esteve acompanhado de equipe do 1º BPR (Batalhão de Polícia Rodoviária), sediada na Via Anchieta e com atuação em 71 cidades do Estado. Foi recebido pelo diretor da Escola de Gestão e Direito, professor Fulvio Cristofoli, e pelo coordenador do curso de Segurança Pública presencial e a distância, professor Ronaldo Aracri.

Veja palestra na íntegra:

 

Confira fotos:

Palestra - A Programação Neurolinguística na Prevenção de Acidentes de Trânsito - Curso de Segurança Pública

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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