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Dor na coluna é sinal de alerta para degeneração avançada

28/03/2008

31/03/2008 09h28 Contraste | A A+ A++ - última modificação 31/03/2008 10h03

Dor na coluna é um dos incômodos mais comuns sentidos pelo ser humano. A coluna tem a capacidade de armazenar traumas ao longo do tempo, sem apresentar nenhum sintoma. Geralmente quando a dor ocorre é sinal de que a sua degeneração pode estar em um grau avançado. Popularmente chamada dor nas costas, ela pode ser originada por fatores ortopédicos e não ortopédicos.

Os fatores não ortopédicos podem advir de miomas, cistos, infecções e até mesmo cólicas menstruais. Já os ortopédicos estão relacionados a problemas osteoarticulares, neurológicos ou musculares.

Os problemas mais comuns na coluna são os de origem muscular. Vários fatores de risco atuam em conjunto ocasionando a dor, como condicionamento físico deficiente, má postura, mecânica anormal dos movimentos e esforço repetitivo.

As causas articulares das dores nas costas podem ser devido a espondiloartrose (desgaste da coluna), podendo causar ainda a osteofitose (bico de papagaio). Já os problemas neurológicos (de origem nervosa) podem ser causados pela inflamação do nervo ciático ou por hérnia de disco.

De acordo com o ortopedista da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Walter Yoshinori Fukushima, é importante saber diferenciar se a dor na coluna advém de causas ortopédicas ou não. "Muitas pessoas procuram direto o ortopedista e às vezes o problema é devido a um fator não ortopédico, que deve ser analisado por um outro especialista", afirma Fukushima.

Tratamento
O tratamento das dores nas costas segue basicamente três etapas. A primeira delas é o alívio da dor, que pode ser feito com medicação oral ou injetavel, fisioterapia, repouso e correção da postura, dependendo do caso. O controle é considerado a segunda etapa do tratamento e pretende orientar a respeito de atividades físicas moderadas e repouso. Na terceira fase de tratamento, a orientação é para o reforço muscular, o controle do peso, a correção da postura, exercícios moderados e alongamento muscular.

No caso da hérnia de disco, a tomografia e a ressonância magnética ajudam no diagnóstico mais preciso. Primeiramente são usadas vitaminas para controlar a crise nervosa e por fim a operação.

Cuidados com o peso
Outro cuidado importante a ser tomado é em relação ao peso. Tanto o sub, quanto o sobrepeso atrapalham a coluna. "O sobrepeso é um dos piores problemas encontrados no tratamento da dor nas costas. Na maioria dos casos não obtemos sucesso com a eficácia da medicação e não há como aumentar essa dosagem. A solução é partir para a medicação injetável, que nem sempre surte o efeito desejado", completa o médico.

As pessoas que se encontram abaixo do peso também podem encontrar problemas com a coluna. Segundo o especialista, os ossos precisam de uma musculatura em volta para que fiquem mais seguros. "Com a falta de músculos, os ossos ficam sobrecarregados e as dores começam a aparecer", explica.

Prevenção
A parte preventiva é bastante importante no tratamento contra as dores na coluna. Alguns cuidados como o controle do peso, a prática esportiva, o banho de sol para fortalecer os ossos, além da visita ao ortopedista com uma certa freqüência são essenciais para uma boa saúde da coluna. "A orientação do especialista é mais importante do que a receita. Conhecer o problema trará mais benefícios do que a simples medicação", conclui o médico.

Aumento de peso piora situação, dizem pacientes
Um exame ortopédico de rotina mostrou que a advogada Clarissa Mazarotto possui uma osteofitose, mais conhecida como bico de papagaio na coluna. A doença é na verdade um desgaste que ocorre na coluna e que por isso não tem cura. "Nunca havia tido nenhum tipo de dor até então, achava que problemas relacionados à coluna ocorriam apenas em pessoas com idade mais avançada", afirma a advogada.

Clarissa só passou a dar importância a doença a partir de uma crise ocorrida tempos depois do diagnóstico. Após a crise, a advogada passou por sessões de fisioterapia, além de medicações específicas. "Nessa fase em que ocorreu a crise estava acima do peso, sedentária e com uma vida completamente estressante. A partir dessa crise passei a me cuidar", explica Clarisse.

Hoje a rotina da advogada engloba aulas de ioga, cuidados com o peso, além de alongamentos e cuidados especiais com movimentos bruscos. "Essa mudança de vida deu resultado, acredito que sem esses cuidados minha situação pioraria", completa.

Já o caso da recepcionista da área de saúde, Solange Jacó de Araújo Santarossa, foi diferente. A recepcionista descobriu uma hérnia de disco a partir de uma dor e um travamento da coluna enquanto dormia. Solange operou a hérnia e após dois anos teve um novo tratamento da coluna durante o trabalho. A partir de exames ficou constatado que a recepcionista continuava com a hérnia.

O médico do trabalho e o INSS deram alta para paciente, porém o neurologista aconselhou a continuar com o tratamento. "Estou trabalhando apenas para não dar abandono de trabalho, mas já entrei com uma ação contra o INSS", revela. "O pior de tudo é que a medicação prescrita é a base de cortisona, substância que gera um aumento de peso", esclarece Solange.

A partir de maio a recepcionista se afasta do trabalho e entra em tratamento para uma nova operação. Segundo Solange, a cirurgia colocará pinos para afastar a coluna da hérnia. "A situação torna-se complicada. O distúrbio neurológico começa a ficar agravado e as dores passam a fazer parte da minha rotina", diz.


Fonte: Repórter Diário

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