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Veja a melhor cor para o seu carro

02/04/2008

11/04/2008 09h16 - última modificação 11/04/2008 10h00

Na hora de comprar um automóvel você pensa na cor que mais lhe agrada ou na que vende mais

A pintura em um automóvel é algo fundamental para instigar o consumidor no momento da compra. Os fabricantes sabem disso, tanto que, quando lançam modelos novos, certamente eles vêm acompanhados de tonalidades gritantes.

Mal sabia Henry Ford que o bordão usado para o Modelo A se tornaria tão real em tempos considerados modernos: você pode ter o Ford que quiser, desde que seja na cor preta. Hoje a tonalidade é uma das mais procuradas do mercado. Não pela preferência, mas sim pela facilidade de revenda.

Para desmistificar o mundo das cores automotivas, o WebMotors buscou um especialista no assunto. Eder Polizei, de 37 anos, é mestre em administração com ênfase em marketing e trabalhou como consultor para multinacionais como Ford, Hyundai, Subaru e Kia Motors.

De acordo com Polizei, os fabricantes criam cores emblemáticas para testar as tendências de mercado e para reforçar a divulgação do novo automóvel. Outro detalhe apontado pelo consultor é que o produto precisa saltar do cenário em um comercial de TV ou revista. Logo, a cor utilizada na propaganda deve estar disponível nas concessionárias.

Segundo Polizei, as tonalidades criadas seguem as tendências da moda. Ele coloca que a tonalidade terra já esteve em alta, assim como o azul. “As cores dos automóveis acompanham as tonalidades das coleções de biquínis, vestidos e camisas”, explica o consultor.

Apesar da enxurrada das cores vibrantes a cada lançamento, elas representam uma pequena fatia no volume de vendas, cerca de 2% do total. De acordo com Polizei, as montadoras criam padrões de cores no início da produção e, conforme a demanda, a linha fabril vai se ajustando aos pedidos.

Geralmente os carros maiores utilizam tonalidades mais sóbrias; a finalidade é deixá-los menos enjoativos, já que chamam a atenção pelo tamanho e estilo. Ao contrário dos automóveis compactos, que precisam de cores mais vibrantes para marcar o território.

A preferência nacional
As cores menos rejeitadas na hora da revenda, na ordem, são: prata, cinza e preto. As pinturas perolizadas ou metálicas são valorizadas apenas na concessionária. Elas são mais caras por utilizarem aditivos e cristais. Um Fiat Punto com cor metálica, por exemplo, custa R$ 844 a mais. Na Chevrolet a opção metálica custa R$ 837 para o Astra Sedan e a perolizada, R$ 1.105. Ao vender o automóvel para um terceiro, dificilmente o primeiro comprador terá o dinheiro da pintura especial de volta. Não existe uma tabela que designa valores especiais para os tipos de cores. A mesma regra que se aplica para o usuário que equipa o modelo com rodas de liga ou som automotivo.

Segundo Polizei, as opções metálicas deixam o carro mais “espelhado”, ele reflete com maior intensidade os raios solares. Já quando o carro está pintado com tinta perolizada, a idéia transmitida é de ressalto da cor. Mais ou menos como se o automóvel fosse maior.

Dinheiro no bolso
Com a onda dos financiamentos mais elásticos, o automóvel mais do que nunca continua sendo um investimento. E para ele ser realmente rentável é necessário colocar na ponta do lápis uma série de itens. Um deles é a cor.

Se você procura um carro para revendê-lo em pouco tempo, opte pelas cores mais procuradas (prata, cinza e preto). Estas pigmentações cresceram porque o consumidor sabe que a manutenção é facilitada e que a possibilidade de uma rejeição da tonalidade é pequena. Pense friamente: o que seria do rosa se não fosse...

Um carro pink pode ser tudo que um motorista sonhou, porém a probabilidade de existir uma outra pessoa com o mesmo gosto é menor do que alguém que prefira o prata.

Emblemáticos
Qual é a cor que vem a cabeça quando o assunto é Ferrari? O vermelho é certo nos modelos da marca italiana. Aliás, o “vermelho Ferrari” já até virou nome composto para designar tonalidade em automóveis fabricados no Brasil.

Quando a Volkswagen lançou o Gol GTi uma das cores que emplacaram foi a amarela. A mesma estratégia foi utilizada pela Chevrolet na estréia da versão GSi do Kadette. Em tempos mais modernos, a audácia aumentou. O Palio laranja inaugurava a segunda geração do compacto no Brasil e recentemente o verde abacate entrou na linha 1.8R. Vale lembrar também do Stilo Schumacher amarelo e do Idea na cor terra. A Ford também teve seus dias de glória. Fiesta laranja, Ka roxo e dourado e o Focus marrom.

Veja os pontos positivos e negativos das cores
Preto - A terceira cor na preferência das revendas deixa o interior do automóvel mais quente que o natural, pois absorve mais os raios solares. Tanto que nas regiões mais áridas e secas o carro preto perde valor. Em contrapartida, ele é bem-vindo no Sul do país. Outro ponto negativo desta tonalidade são as lavagens freqüentes. Qualquer sujeira aparece bem. Em determinados casos, este fato pode prejudicar a imagem. A cor é uma boa pedida para automóveis maiores e clássicos.

Prata e cinza - As duas cores que são consideradas garantias de boa venda e de valorização são bem aceitas porque combinam com tudo. O ponto negativo é que ambas são muito comuns na frota nacional. Logo, comprar um carro prata ou cinza é sinal de lugar comum. Outro item positivo é que estas tonalidades agüentam determinadas sujeiras sem prejudicar a imagem do automóvel.

Cores emblemáticas - Comprar um automóvel na cor do lançamento é perder dinheiro na certa. Isso ocorre porque a tonalidade de estréia identifica o carro com o ano de fabricação. Quando um carro aparenta ser mais novo que o seu ano de produção é sinal de boa venda. Um automóvel com tonalidades específicas pode ser considerado um mico. Ele acaba caindo muito no gosto pessoal de cada um. Os carros de cores vivas são bem aceitos em mercados com a temperatura climática mais elevada. Eles são bonitos e seguem tendências modernas, porém fique atento quando o assunto for investimento. As cores vivas são ideais para carros menores.

Branca: Uma tonalidade fácil de vender, mas que não é valorizada. Os modelos com esta cor são confundidos com carros de empresas ou automóveis que foram utilizados como táxi, em determinadas regiões do país. Na região Nordeste o carro branco é um dos mais aceitos. Preço baixo e fácil manutenção da pintura (lavagem e difícil de queimar). Já na região Sul, o modelo branco tem pouca valorização.

*Eder Polizei é docente da Faculdade de Ciências Administrativas na Universidade Metodista de São Paulo.


Fonte: WebMotors

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