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Reprodução humana vem sendo buscada com grande frequência

Cada vez mais mulheres procuram por esse tratamento

19/11/2015 23h54

Dra. Karina Zulli, médica ginecologista obstetra especialista em Reprodução Humana. Foto: Arquivo pessoal

Carolina Nunes
Isabela Ginetti
Isabelle Carvalho 

A fertilização in vitro, também conhecida como proveta, é um método iniciado no Brasil em 1983. Essas técnicas assistidas eram extremamente caras e com valores de aproximadamente US 20 mil, tanto no exterior como no Brasil. As mulheres que pretendiam ser mãe só teriam esse privilegio somente aquelas de classe mais privilegiada.

Com o passar dos anos “houve aprimoramento laboratorial importante, através de melhoria dos meios de cultura para manutenção de material biológico, máquinas de manipulação dos óvulos e espermatozoides, estufas de manutenção dos embriões e treinamento dos biólogos. Os resultados que na década de 90 atingiam 8-10% de sucesso, hoje alcançam em torno de 60% por tentativa realizada! E hoje os custos atingem cerca de US 7 mil nos casos de maior complexidade, podendo ter em centros mais acessíveis, valores ainda menores, US 3 mil”, destaca a médica ginecologista obstetra especialista em Reprodução Humana, Dra. Karina Zulli.

Desde o primeiro ''bebê de proveta'', que foi gerado no ano de 1984, laboratórios especializados se aprofundaram mais em pesquisas e aperfeiçoaram através das novas tecnologias o método, que hoje garante sucesso na fertilização e está sendo cada vez mais procurados por casais, seja por problemas na mulher, nos gametas masculinos e atualmente grande parte das buscas estão sendo feitas por casais homossexuais e por opção de mulheres que desejam ter filhos mais tarde.

“A fertilização está mais procurada nos dias de hoje por duas importantes razões: acessibilidade, custos menores viabilizaram o tratamento dos casais; e mulheres priorizaram a carreira, deixando a reprodução para o momento de melhor estabilidade financeira, consequentemente a idade de início de tentativa de gravidez, que tendia a ser entre os 20-30 anos, passou a ser entre 35-45 anos,  e esta transição de começar a tentar gestação mais tarde, agrega maiores dificuldades pelo envelhecimento ovular”, explica a doutora.

“Quando estamos falando de tentar engravidar em casa, sem assistência, as taxas de sucesso estão relacionadas principalmente a idade da mulher, dos 20-30 anos 25% de chance por mês; dos 30-35 anos, 22%; dos 35-40 anos, 18%; dos 40-45 anos, 4%! Acima dos 45, as chances caem a quase 0”, finaliza a dra. Karina Zulli.

Para a médica: “o que hoje é zero, passará a novos valores! Basta preservar! Reprodução humana é uma busca de todos, um desejo de todos, e novos valores passam a torná-la mais viável a todos”.

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