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Percepções e diferenças entre o ensino privado e o ensino público

Como é vista a forma de se educar as crianças por diferentes perspectivas

28/10/2016 23h14

Camila Santos, professora do ensino particular

Ingrid C. Nogueira
Guilherme Zucconi
Foto: arquivo pessoal

  Sabemos que existem divergências na forma em que a escola pública e a privada funcionam. Tanto pelo ensino como pelos seus métodos. Também pela infraestrutura, organização, rendimento por aluno e outros elementos que contemplam o local de estudos. Muitas vezes, mudanças são necessárias para que haja harmonia entre professor e aluno e um bom relacionamento entre a instituição e os pais desses jovens.  

 Camila Santos, 22 anos, que é professora da rede privada conta que os pais interferem muito nas decisões da escola em relação aos alunos: “Na escola particular, é muito forte a presença e as intervenções dos pais, que muitas vezes exigem coisas que não são responsabilidade do professor, mas, como a escola é privada, o professor muitas vezes precisa acatar para não perder o aluno".

 Camila também menciona que um dos pontos que devem ser melhorados consiste nessa interferência dos pais no método da instituição: “A escola particular precisa se impor mais como uma entidade autônoma, que não precisa da permissão e aprovação dos pais para tudo, afinal de contas, os especialistas em educação são os profissionais da escola e não os pais”. Ela também cita que para conversar sobre assuntos da sociedade com aos alunos e debater sobre coisas do dia a dia, é necessária a aprovação da coordenação sobre o assunto.

 Por outro lado, Sheila Oliveira, 41 anos, que é professora da rede pública, fala de suas percepções a respeito de onde exerce sua profissão: “Considero que o ensino público proporciona maior liberdade de propostas, pois, embora tenha que seguir um currículo oficial de temas, posso recortá-los conforme interesse ou necessidade”.

 Sheila também aponta sobre as melhorias necessárias: “gostaria que o ensino público fosse levado a sério pela sociedade como um todo, para que os níveis dele pudessem ser ao menos parecido com os resultados do ensino privado de boa qualidade”. A professora da rede pública também relata ter uma boa liberdade em poder discutir assuntos mais atuais em sua sala de aula, onde nunca deixa de responder às dúvidas de seus alunos.

 

 

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