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Lei que proibe o uso de sacolas plásticas volta a vigor em São Paulo

Norma é discutida entre empresários da área, sociedade e prefeitura

06/11/2014 00h09

Bruna Botelho
Samantha Ramos

 A lei que proíbe o uso das sacolas plásticas nos supermercados tem gerado uma grande polêmica na sociedade, pois a partir de agora os comércios não poderão disponibilizar sacolas plásticas aos seus clientes para carregar as mercadorias e isso tem provocado uma brusca mudança no hábito de consumo.

O uso das sacolas plásticas tem trazido grandes prejuízos ao meio ambiente, por isso para alguns a lei é válida, pois reduziria o uso deste material. Contudo, haveria um aumento de 146,1% do custo mensal das famílias em compras de sacolas retornáveis, segundo a pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (FIPE).

Há um grande conflito entre sociedade, empresas produtoras deste material e a própria legislação. Enquanto umas se preocupam com o meio ambiente outras argumentam que vão gastar mais com a sacola retornável e perderão as “sacolinhas” para colocar o lixo diário. As empresas se preocupam com a redução dos serviços, já que os comércios não comprarão as sacolas para entregar aos seus clientes.

A legislação afirma que a lei não atrapalhará o cotidiano de produção das empresas uma vez que será necessária maior produção das sacolas retornáveis e aumentará a produção dos sacos apropriados para depósito de lixo. Neste caso, não reduziria o trabalho, apenas a substituiria o material produzido. Embora a prefeitura tenha esses argumentos, o advogado que representa a indústria plástica continua recorrendo para que a lei seja vetada.

Além da cidade de São Paulo, a Califórnia tornou-se o primeiro estado norte- americano a proibir o uso de sacolas plásticas para diminuir a produção de lixo e com isso auxiliar o meio ambiente. Isso demonstra que não é apenas uma preocupação regional e nem a falta de educação ambiental brasileira. O mundo está buscando maneiras de ser mais sustentável.

O projeto americano também gerou grande polêmica da parte de fabricantes de sacos plásticos, que alegavam o prejuízo que a lei traria tanto aos consumidores de baixa renda, quanto pela redução das vagas de emprego.

Com todo esse cenário é possível identificar que para uma cidade, estado ou país ser sustentável não basta apenas ter uma grande ideia, é necessário conciliar a economia, política e o meio ambiente. A principal dificuldade é que para haver a mudança, haverá transformações que nem todos estão dispostos a abrir mão. 

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