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Feminino e masculino. Até onde chega essa padronização?

As pessoas estão começando a se livrar dos padrões impostos pela sociedade

12/12/2016 18h35

Denise Ayres
Gabriela Venzol
Leticia Sanchez

 Nunca se falou tanto em igualdade como agora. Estamos passando por um momento em que está sendo cobrada a desconstrução de muitos conceitos e padrões impostos pela sociedade. É nesse novo cenário que a indústria da moda tem procurado se aproximar das tendências e se distanciando de limitações e padrões conservadores.

O assunto parece atual, principalmente por conta da propagação que as redes sociais têm alavancado, porém vem sendo enfrentado a décadas. Pode-se dizer que mudanças grandes e significativas surgiram na década de 20, quando Coco Chanel revolucionou e trouxe para o universo feminino roupas que eram usadas somente por homens, como calças e camisas.

Buscando se adequar nesse cenário mais exigente, as marcas surgiram com o conceito “Genderless”, que é baseado numa igualdade, onde as roupas não são separadas por gênero e sim, por peças. Ou seja, a ideia é que as lojas não tenham mais uma seção masculina e feminina, e sim uma seção de blusas, calças, saias, e etc. disponíveis para homens e mulheres.

Enquanto as marcas não concretizam esse novo conceito as pessoas vão buscando suas próprias alternativas. É o caso da Fernanda, 21 anos, que disse que prefere fazer compras no setor masculino: “as roupas para mulheres são muito padronizadas. Não tem um caimento legal pra mim, é sempre pra um tipo de corpo só. Eu gosto mais de roupas largas, então compro na seção masculina.”

A diferença de preço e a variedade de modelos são os tópicos mais observados pelas pessoas. Izabelle, 18 anos, também está trocando as seções femininas pelas masculinas: “roupas femininas em lojas de departamento são quase 30% mais caras que as masculinas. Não existe variedade de tamanhos e diversificação de corpos. As marcas não entenderam que nem toda mulher que usa 38 tem o mesmo tipo de corpo”.

Muitas marcas estão ganhando destaque em campanhas diferentes, como no caso da Louis Vuitton, que escolheu Jaden Smith para estrelar nas fotos da coleção feminina. O filho do Will Smith já foi visto diversas vezes nas ruas com saias e vestidos.

A Zara, grande nome das chamadas “fast fashion” lançou uma mini coleção sem gênero em uma aba especial do e-commerce do site. A coleção ficou composta por roupas neutras, onde predominou o cinza e jeans e acabou tendo um aspecto mais masculino. Faltou peças do guarda-roupa feminino como saias e vestidos, roupas que têm ultrapassado barreiras e sendo usadas também por homens, como é o caso do próprio Jaden.

A proposta da Zara, mesmo não sendo tão inovadora, foi importante pois conseguiu tirar o assunto dos segmentos de luxo e o trouxe às grandes massas. A C&A, por exemplo, logo em seguida fez uma grande campanha de publicidade chamada “Tudo Lindo e Misturado” que trouxe a ideia de liberdade e variedade ao mostrar homens e mulheres usando as mesmas roupas: vestidos, camisas, etc.

 

 

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