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Metodologia de incubação de empreendimentos solidários

Reorganização que prioriza inclusão social, comércio justo, autogestão e a solidariedade

30/10/2015 00h28

Ex-catadoras de recicláveis agora produzem bolsa. Foto: Arquivo SBCSOL

Thaís Alves

Lançado em 8 de março de 2012, o projeto SBCSOL tem como objetivo a geração de empregos e, diferentemente de outros, a busca pela valorização do cidadão em estado de exclusão social, destacando pequenos negócios de renda baixa ou informais, adotando um modelo misto de união entre governo, academia e sociedade.

Em três anos de trabalho, a iniciativa apresenta uma concepção surpreendente e bem-sucedida: foram 18 empreendimentos, 700 pessoas envolvidas, 3 redes consolidadas, tais como artesanato, alimentação, blog, perfil no próprio Facebook; 215 incubadoras e mais de 400 no apoio entre professores, técnicos e estudantes e mais de 20 palestras de conscientização sobre a viabilidade de geração de trabalho e lucro.

Para toda essa produção eles utilizaram assessorias que resultaram em nove graduações como MEI (microempreendedor individual), uma cooperativa e duas progressões, jurídica e contábil, tudo com o máximo de zelo e diretriz dos coordenadores da incubadora.

A ideia é considerada inédita no país, foi construída e aprimorada pelos próprios membros, que ao decorrer de suas experiências e realidades deram estrutura suficiente para a prática gestora de seus empreendimentos.

 Vanderleia Lima Sena, coordenadora técnica da SBCSOL, relata: “foi um grande desafio lidar com essa pluralidade, de hortas até metalúrgica, e produzir ciência em cima, pois além de montar a metodologia tivemos que programar a incubadora”.

As atividades incluem a realização de quatro seminários de avaliação, ferramentas didáticas na forma de jogos temáticos, o desenvolvimento de abecedários para cada empreendimento, além da criação de 10 artigos científicos e 2 livros. Outro dado bastante relevante, é a participação ativa das mulheres, das 239 pessoas envolvidas nos empreendimentos, constata-se a presença de 79 homens (33%) e 160 mulheres (67%).

O projeto está institucionalizado na Universidade Metodista de São Paulo, com um local fixo no campus Planalto, edifício H, sala 222, com biblioteca e recursos de informática para melhor atendimento dos participantes e curiosos do projeto. 

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