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Startups investem em recrutamento para negros

O mercado para afrodescendentes ainda tem uma escassez de oportunidades

07/09/2017 00h58

Mariana Emília, estagiária da JWT

Daniele Moura
Nayara Almeida
Foto: Arquivo Pessoal

 Em pleno século 21, não é novidade que o negro ainda enfrenta inúmeros obstáculos na sua inserção no mercado de trabalho e a presença de profissionais negros em cargos gerenciais é algo que está longe de um modelo ideal.

Segundo dados divulgados pelo IBGE, nos últimos dez anos, quase triplicou o percentual de negros no Ensino Superior. Os dados indicam que os empecilhos não são mais a falta de qualificação e escolaridade compatível, mas a escassez de oportunidades para que eles possam ocupar esses cargos.

Ao se depararem com a necessidade de incluir esse público no mercado de trabalho e com o interesse das empresas na procura por negros qualificados, startups, como o Protagonizo.com, recrutam jovens, com ensino superior, e os direciona às empresas que veem potencial na diversidade.

A estagiária da James Walter Thompson, Mariana Emilia, afirma que “é preciso mudar mais a questão cultural do que ter uma fórmula para inserir o negro, pois a partir do momento que a empresa muda a maneira com a qual ela enxerga a situação, há a possibilidade de uma mudança efetiva”.

Recentemente, a agência JWT lançou o projeto 20/20, em parceria com a EmpregueAfro, consultoria em gestão de pessoas, inclusão e diversidade étnico-racial, com o objetivo de até 2020, ter no mínimo 20% de seus cargos estratégicos ocupados por negros.

“Na questão racial, tudo que é novo pode gerar, em algumas pessoas, um certo descontentamento. Nem todas as pessoas ficaram felizes com o projeto. Há sempre hostilidade por parte de um grupo de pessoas, mas estamos aqui para mostrar que temos capacidade e que nós temos educação, temos resiliência para enfrentar represálias. Então, diariamente, mostramos que viemos para ficar e não vamos abaixar a cabeça para isso”, declara Mariana.  

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