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Solução de gestão de pessoas em meio à crise

Como não perder talentos e adaptar expatriados?

29/10/2015 23h39

Maria Luisa Castelo, diretora estratégica da Howden. Foto: Arquivo pessoal

Beatriz de Miranda

Em 2015 o Brasil foi afetado por uma das maiores crises econômicas e políticas, prejudicando não apenas pessoas jurídicas e físicas, o corte de custo foi em massa e as transferências de cargos também não escaparam. O custo trabalhista brasileiro aumentou radicalmente, bem como os impostos e não tendo o mesmo rendimento anterior. Como consequência cruel e de visão restrita, muitas das corporações partiram do princípio de realizar a relocação de expatriados, voltando-os a sede da empresa onde as condições financeiras estão mais estabilizadas.

Maria Luisa Castelo é Diretora Estratégica da Howden, seguradora espanhola que tem unidade brasileira onde Castelo realizava seus trabalhos, todavia após 2 anos de aplicação de conhecimento em ações brasileiras ela foi redirecionada à sede em Sevilla, na Espanha. “O Brasil está com dificuldades, como vocês falam aqui pernas bambas e cargos estratégicos não podem ser cortados, por isso somos relocados, o que é um conforto para mim, porém um transtorno para minha família” afirma a diretora estratégica da Howden.

Em vista destas situações os jovens que estão se inserindo no mercado devem estar atentos não apenas a cursos extracurriculares, mas sim nas dinâmicas de mercado, se adaptando a tendências e buscando sempre a inovação como uma forte característica própria. Manter empregos e cargos em meio a crises é uma dificuldade muito grande para o setor de gestão de pessoas, onde a preferência sempre é manter talentos, pois é isso que gera uma cultura organizacional, trazendo os funcionários mais próximos e correlacionados.

“A Espanha está com alto índice de desemprego, porém como sou expatriada eles contribuíam com auxílio moradia, fazendo com que os gastos no Brasil fossem bem maiores”, comenta Maria Luisa. O custo de transferência de funcionários é alto e deve ser muito bem estruturado, pois não é apenas uma mudança de cidade, mas sim de cultura.

A diretora estratégica da Howden afirmou demorar um tempo até se acostumar com os costumes brasileiros, teve dificuldades em se relacionar no meio corporativo devido a cultura brasileira em que mulheres ainda sofrem com barreiras preconceituosas, todavia ela afirma:  “o brasileiro tem características ímpares e se adaptar é algo denso, porém com o tempo você  faz a política da boa vizinhança e acaba pegando um pouco do jeitinho brasileiro”. 

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