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Robôs auxiliam no desenvolvimento estudantil de jovens e adultos

Grupo Somai investe no progresso interpessoal através da tecnologia

01/10/2015 23h41

Grupo Somai e NAO em apresentação na Prefeitura de Recife. Foto: Acervo da Organização

Amanda Souza Bastos
Maira Mainardi

 Você acredita na possibilidade de crianças e adolescentes desenvolverem máquinas que contribuam para o progresso humano do planeta? Para o Grupo Somai essa pergunta não é apenas uma hipótese, mas sim, uma realidade vivida todos os dias. A empresa acredita e investe na fusão de tecnologia e educação. Há 22 anos propõe programas pedagógicos para colégios, faculdades e prefeituras com o intuito de formar cidadãos interessados nesse progresso, com a ajuda de robôs. O Grupo Somai é uma das poucas empresas a conquistarem o selo da UNESCO e da Fundação Abrinq no mercado atual.

Atualmente, o robô em destaque utilizado pela empresa chama NAO, que significa cérebro em chinês e já pode ser encontrado em mais de 70 países. O robô humanóide tem sido utilizado no tratamento de autismo, em homecare, em toda a rede de educação e em eventos. Tudo isso permite facilidade e acessibilidade à tecnologia de ponta, onde os limites da utilização deste robô são os mesmos que o da criatividade da pessoa que o manusea. NAO é fabricado pela empresa Aldebaran Robotics, na França e importado exclusivamente para fins pedagógicos através do Grupo Somai para o Brasil.

Para entender melhor sobre o processo de importação e aceitação de robôs no Brasil, entrevistamos Jailton Maciel, gerente do setor de vendas nacionais, internacionais do Grupo Somai.

 Como funciona o processo de importação atualmente?
O processo é bastante complicado, pois tratando de tecnologias, são exigidos uma série de certificações de origem e também durante a nacionalização dos mesmos. Trabalhamos em parceria com um despachante aduaneiro e mesmo assim já tivemos muitos problemas com a alfandega brasileira. O processo de importação pode ser resumido em demora e custo alto.

Como funciona a manutenção de robôs importados?
Em nosso caso, o fabricante envia um técnico para a manutenção. Se não tivéssemos essa parceria, as peças de reposição teriam que ser enviadas e passar por todo processo de importação, isto inviabilizaria o negócio devido tempo e o custo.

Quando você acredita que os robôs serão acessíveis para a população no geral?
Aqui no Brasil, isto já está acontecendo gradativamente, mas ainda é um processo muito devagar, devido a falta de incentivo do governo.
O número de empresas que importam robôs para fins educativos entre outros está aumentando no Brasil, porém ainda existe um forte preconceito na aceitação dessas ferramentas. O país enxerga as maquinas e robôs como uma ameaça a sociedade ao invés de pensar na simplificação de atividades de riscos, no auxílio em tarefas diárias e como chamar o interesse de jovens para construir futuras melhorias para o planeta.

Você acredita que a interação logo na infância com robôs possa dificultar no relacionamento interpessoal de um futuro adulto?
Não, acredito que a tecnologia existe para aproximar as pessoas.

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