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Responsabilidade Social Empresarial: ferramenta transformadora no ambiente corporativo

Ela promove geração de valor para organizações e sociedade

02/10/2015 00h36

Carime Kanbour, gerente de Sustentabilidade e Comunicação da Klabin S/A. Foto: Arquivo Pessoal

Thiago Fernando Costa
Amanda Scarpeti

Nos últimos anos, o termo Responsabilidade Social Empresarial (RSE) ganha força no ambiente corporativo, avançando nos negócios e demonstrando uma capacidade de gerar valor para marcas, clientes e outros públicos de interesse. Com um cenário de mercado globalizado, é notável que as empresas passaram a adotar a dimensão social como parte de sua gestão.

Em linhas gerais, podemos compreender a RSE como uma forma de alinhar interesses de empresas com os da sociedade e propiciar um ganho mútuo entre as partes envolvidas. No início das atividades de RSE no Brasil, os projetos eram pautados na filantropia, como doações e ações voluntárias, e acabavam dependendo das iniciativas pessoais de grupos internos ou de lideranças. Atualmente, a área de Responsabilidade Social Empresarial diz respeito a mais do que somente a iniciativa filantrópica, e considera o gerenciamento dos impactos sócio ambientais da empresa sobre um território ou um grupo específico.

Para Carime Kanbour, gerente de Sustentabilidade e Comunicação da Klabin S.A, a RSE contempla uma série de fatores em que a empresa assume um papel de agente transformador, pois cada projeto desenvolvido deve ir ao encontro do tipo de atividade desenvolvida pela empresa, para que possa, entre outros fins, colaborar com a construção de marca e reputação. “A RSE faz parte de uma estratégia maior de sustentabilidade e está intimamente ligada ao relacionamento e engajamento de stakeholders, pois passa a considerar na pauta de prioridades os públicos afetados por suas atividades, como comunidade e a cadeia de valor, explica.

Para uma organização, é essencial que os projetos de RSE sejam desenvolvidos de forma estrategicamente viável, e que de fato conversem com o ambiente onde ela está inserida. Segundo Carime, o impacto das iniciativas está inteiramente ligado às chamadas externalidades, que definem os efeitos que uma ação pode ter sobre um grupo sem que este possa se envolver sobre o impacto da atividade ou impedi-la.

“Quando uma empresa está ou pretende se instalar em um território, deve considerar que é uma produtora de externalidades positivas e negativas, e que seu papel não é nem provedor e nem omisso. Ela é uma co-participante do desenvolvimento da cidade, para, entre outros efeitos, gerar valor compartilhado junto aos seus stakeholders”, completa.

Os impactos acabam variando conforme o planejamento das ações, já que empresas vivem momentos diferentes que diferenciam o foco de atuação em RSE de cada uma. Enquanto algumas mantêm somente ações filantrópicas, outras já conseguem atrelar a geração de valor de seu engajamento e suas ações de RSE ao negócio. Hoje, grandes organizações enxergam que não é possível buscar desenvolvimento econômico se não houver integração com o conceito de RSE. Os atores devem ser colocados em igualdade para que se alcance um equilíbrio saudável para organizações e sociedade”, conclui Carime Kanbour.

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