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Os desafios do transexual no mercado de trabalho

Associação criou um site para quem busca uma colocação profissional

06/09/2017 22h48

Andréa Maria Bionda, 36 anos, microempreendedora individual

Karina Guillen
Geovanna Bispo
Foto: arquivo pessoal

 Diariamente, no Brasil, transgêneros, transexuais e travestis enfrentam diversos desafios no mercado de trabalho. Preconceito, exclusão, indisponibilidade de vagas, violação de direitos, entre outros, são exemplos de situações enfrentadas tanto na hora de conseguir um emprego, quanto para sua permanecia nele.

 Andréa Bionda, 36 anos, microempreendedora individual, relata sua dificuldade na procura de trabalho desde sempre. “Eu não chegava nem a ser empregada. Quando trabalhava, costumava ser em empregos informais e sem registro, como em feiras, na venda de alimentos ou panfletagens, por exemplo. Somos selecionadas para o mercado de trabalho interno, escondidas, sempre fazendo o trabalho de peão, como dizem”. Hoje, Andrea abriu seu próprio negócio, uma lanchonete na periferia de São Paulo.

 Segundo Guilherme de 21 anos, e que não quer se identificar, "o preconceito e julgamento se iniciam no momento da entrevista, principalmente quando ainda não foi feita a mudança do nome em registro". 

 Em algumas instituições públicas e privadas já se estabeleceu um padrão de respeito no atendimento, com uso de nome social e tratamento civilizado. Guilherme trabalha atualmente como analista de suporte em uma empresa de TI.

 Pensando nos obstáculos enfrentados pelos transgêneros, a ABRAT, Associação Brasileira de Transgêneros, criou o site Transempregos reunindo pessoas trans e não trans que buscam por uma colocação profissional. Entretanto, apesar da grande movimentação pela causa, ainda há muito a ser feito para amenizar o quadro.

 

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