Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / RPCOM / Mundo Corporativo / Multinacionais tem expectativa de mudanças no Planalto

Multinacionais tem expectativa de mudanças no Planalto

Planos de governo podem beneficiar ou prejudicar um ou mais setoresdd

05/11/2014 23h02

André Larronda Asti, diretor executivo BrasilLATAM da empresa espanhola Netquest

Camila Alfano
Felippe Salazar
Foto: arquivo pessoal 

 O Brasil passou por um período de eleições presidenciais e a possibilidade de mudanças no Planalto cria expectativas em empresas multinacionais, já que o Partido dos Trabalhadores (PT) controla a economia impedindo que entre no país muito capital estrangeiro, o que gera aumento da taxa SELIC e a desvalorização do real, mas a inflação fica sob controle provisoriamente. O PSDB, se tivesse vencido, poderia abrir a economia para empresas estrangeiras, ou seja, a injeção de capital estrangeiro não tem tantas taxas e há um arrocho comercial, o que se torna positivo para as empresas multinacionais.

A economia tende a ser afetada pelo clima de instabilidade econômica, jurídica e política gerado, principalmente, em uma situação em que os planos de governo apresentados pelos candidatos se mostraram simetricamente opostos. É por esse motivo que vemos as ações na bolsa de valores despencarem ou dispararem de acordo com o índice de aprovação de determinados candidatos.

André Larronda Asti, diretor executivo Brasil/LATAM da empresa espanhola Netquest, é categórico ao ressaltar as diferenças políticas entre os partidos e os benefícios de uma troca partidária no governo: “O plano de governo de cada candidato interfere nas multinacionais”.

            A alta da inflação, a gestão tida como negativa por empresários, do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff e a interferência excessiva na economia através do congelamento de preços para tentar controlar a inflação, ameaçam não só a política de livre mercado para capital estrangeiro como também a autonomia do Banco Central, instituição que rege a política monetária através da taxa de juros.

Segundo André, “a vitória da oposição seria mais positiva, devido a política econômica mais liberal e alinhada aos mercados internacionais. Ela levaria ao aumento na entrada de capital estrangeiro, dólar e euros, e a valorização do real frente a estas. Além disso, com o real valorizado, se reduz o risco país e a taxa de juros SELIC, o que levaria a uma maior oferta de crédito”.

Comunicar erros