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Home Office: entenda mais sobre essa nova prática

Vantagens, desvantagens e mitos dessa forma de trabalho

25/09/2015 00h30 - última modificação 25/09/2015 00h32

Alessandro B. Lima é também Mestre em Comunicação pela USP e Bacharel em Jornalismo pela UFPE

Luiza Fraga
Maria Eugenia Lucchesi

O Home Office hoje é um dos principais assuntos quando resolvemos falar sobre trabalho do futuro, a palavra é uma expressão inglesa que significa “escritório em casa” e pode ser considerada como um método de trabalho desenvolvido em ambientes diferenciados, que fazem parte da estrutura do lar.

No Brasil o tema ainda é recente, o fato de os funcionários não precisarem trabalhar no escritório é devido à globalização da economia, o aumento da terceirização de serviços e a redução de custos estruturais. Além disso, empresas acreditam que o foco do profissional aumenta dentro de casa e o mesmo não perde tempo com deslocamento, uma vez que nas grandes cidades se leva mais de 3 horas, em média, no trajeto casa-trabalho.

Para Alessandro Barbosa Lima, CEO e fundador do Grupo E.Life e especialista em Inteligência, Relacionamento e Big Data, “a principal dificuldade do home office é o início do processo, uma vez que é necessário testar a produtividade e identificar as pessoas que têm perfil para trabalhar em casa”.

Uma pesquisa recente mostra que no Brasil, 26% das grandes empresas oferecem esta possibilidade para uma parcela de seus funcionários, isso se dá porque certas tarefas devem ser executadas dentro da organização ou quando o profissional depende da interação presencial com outras pessoas.

Como todas as formas de trabalho o home office tem suas vantagens e desvantagens e elas dependem dá área em que o profissional atua. O conforto, economia de gastos e distância do trânsito podem evitar várias horas de estresse e aumentar a motivação e produtividade do funcionário, além disso, é possível controlar a qualidade da alimentação, praticar esportes e relaxar.

De acordo com um levantamento do instituto americano Gallup, os funcionários que adotam a prática passam a dedicar mais horas ao trabalho e relatam índices maiores de engajamento e satisfação, sendo um dos principais benefícios dessa prática.

Em relação as desvantagens é que o foco e a concentração no trabalho podem ser perdidos a qualquer momento por conta de ruídos domésticos, desta forma é importante saber lidar com tentações como televisão e folgas durante o dia. Algumas empresas descartaram a possibilidade desta prática e afirmam que há perda da velocidade e de qualidade de trabalho, além de gerar distrações, problemas familiares e redução de credibilidade.

Alessandro Barbosa Lima cita que “anualmente faz uma pesquisa de satisfação com os seus colaboradores e que nas últimas edições o Home Office tem sido constantemente apontado como uma das vantagens de se trabalhar na E.Life, ainda maior do que a importância do salário”.

Ele acredita que a queda de produtividade e falha na comunicação são mitos. “Há outra crítica que diz que os colaboradores não se falam: na realidade vejo pessoas que sentam no mesmo escritório e na mesma mesa e também tem dificuldades de comunicação. O ideal é atacar estes falsos mitos com a prática e métricas claras de como vamos medir o sucesso do home office”, completa Alessandro Lima.

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