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Crise econômica: quais os efeitos no mercado de comércio exterior

Como o setor foi afetado e está lidando com a nova situação do país

02/10/2015 00h29

Felipe Sammartino, assistente de importação da empresa Startec. Foto: Arquivo Pessoal

Brunna Maria da Silva
Isabella Ginetti

Desde as eleições de 2014, o país já estava apontando para uma crise que seria inevitável em 2015. Na época a crise já era vista como um fato que apenas não tinha data exata para ocorrer, e a previsão era de que viesse na política e na economia.

O maior medo era a proporção que a situação poderia alcançar, e o mercado ficou em alerta para buscar novas medidas que obrigatoriamente seriam tomadas no ano seguinte. Agora no segundo semestre de 2015, vivemos as consequências do que a crise já causou e continuamos buscando novos métodos para melhorar a situação, já que a previsão é durar até a metade de 2016.

O mercado de comércio exterior do país sofreu grandes danos por conta da crise econômica. A maior dificuldade se deve pela alta da taxa de câmbio, o que ocasionou cortes de investimentos na própria economia para manter o número de exportações e, como consequência, tivemos altos índices de desemprego na população.

O assistente de importação da empresa Startec, Felipe Sammartino, informa que a empresa de comércio exterior está vivenciando esses problemas gerados pela crise: ''A taxa do dólar aumentou inesperadamente e isso afetou diretamente o setor de importações, pois diminuiu a lista dos itens comprados, alterando a qualidade final dos produtos e serviços''.

As empresas do ramo estão seguindo diferentes caminhos para tentar solucionar os problemas que foram gerados desde o começo do ano. Segundo Felipe, ''a Startec não estava esperando uma crise forte e não teve tempo para se planejar. Em consequência, já tivemos um corte de 40% dos funcionários e estamos buscando através de telemarketing novos clientes, coisa que antes era feita somente através dos representantes''.

Associando as situações, com o baixo investimento do governo para poder manter o nível de exportações e aumento do desemprego, temos uma baixa no consumo da população que agora está preferindo poupar seu dinheiro ao invés de gastar em consumo, e devido a isso, o mercado nacional fica pouco aquecido e aumenta ainda mais os problemas gerados pela crise.

Para Felipe, ''a crise afetou a todos. As taxas de juros e o preço dos produtos e serviços subiu bruscamente e as empresas não estavam preparadas para uma mudança tão rápida de cenário econômico, por isso houve mudanças extremas e grandes cortes de pessoal, devido ao pouco tempo para o readequamento da empresa à atual situação de mercado do país''.

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