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Cresce o número de mulheres em cargos de alta gestão

Conquista feita a duras penas desde o século passado

05/11/2014 23h05

Livia Gheli, Diretora de Programação da Discovery Networks do Brasil

Carolina Tiago
Nathalia Ferrentini

 Apesar do crescimento na quantidade de mulheres em cargos de alto nível nas grandes corporações nos últimos anos, os números ainda são baixos quando comparados à quantidade de homens em cargos equivalentes.

Segundo o jornal “Valor Econômico”, no mundo, as mulheres ocupam hoje 24% dos cargos de liderança, entre presidentes, vice-presidentes e diretorias, um aumento de três pontos percentuais comparado a 2012. O Brasil acompanha a estatística, com 23% de mulheres em cargos de alta gestão, porém com declínio de três pontos percentuais quando comparado ao mesmo ano.

Livia Gheli, Diretora de Programação da Discovery Networks, explica: “Sou diretora há quase 4 anos e fui gerente por quase 5 e percebi que a diferenciação sempre esteve na minha cabeça. Quando eu comecei a trabalhar, eu achava que por ser mulher eu tinha que ser muito mais agressiva, séria e masculina, porque só assim  me levariam a sério, mas com o passar dos anos, crescendo e observando tanto os homens quanto as mulheres ao meu redor e acima de mim, fui percebendo que não importava se eu estava de saia ou de calça, e sim, o que eu tinha para agregar para a companhia. Aprendi que sorrir abre portas, porque ninguém gosta de lidar com uma pessoa carrancuda o tempo inteiro, e que estar de vestido e batom não me torna menos competente”.

Em momentos de destaque, negociação ou até mesmo de demanda de força física ainda é comum o espanto ao nos depararmos com mulheres no comando. Livia conta que quando começou a fazer aquisição de conteúdo, há quase 10 anos, o meio era muito masculino, e quando chegava nos mercados como Cannes, LA Screenings, Mipcom era engraçado ver a reação dos distribuidores ao se depararem com uma mulher e, além disso, com menos de 30 anos. Ela mesma diz se espantar quando conhece uma mulher motorista de ônibus, por exemplo, por se tratar de um cargo tão prioritariamente masculino.

A Catalyst, organização que monitora a situação feminina nas corporações, aponta que, no início desta década, empresas com pelo menos três mulheres no conselho administrativo obtiveram desempenho acima da média em quesitos de lucratividade e retorno sobre o capital investido.

A mulher destaca-se hoje no mercado de trabalho por sua competência e comprometimento, tendo conquistado, a duras penas, condições equilibradas aos homens, uma luta que surgiu no século passado e, apesar de menos intensa, mostra-se presente até os dias de hoje.

 

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