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A crise no mercado de trabalho nos últimos anos

Taxa de desemprego aumenta cada vez mais desde janeiro

30/10/2015 00h59

Salas que antes estavam cheias de funcionários, hoje estão quase vazias Lazam MDS Consultoria. Foto: Pamela Yuri

Leandro Santos
Pamela Yuri

Com a inflação em alta, trabalhadores do Brasil inteiro estão pagando com o aumento do desemprego e dos impostos no país. Com a economia em desaceleração e o governo cada vez mais corroído pela sua incompetência administrativa, era previsível que acabaria rompendo a resistência do mercado de trabalho. Com isso, empresas e indústrias são forçadas a entrarem em um acordo com os seus funcionários.

Pesquisas apontam que o mercado de trabalho brasileiro pressionava a inflação. Se a produtividade tivesse crescido na mesma proporção dos salários oferecidos pelas empresas e principalmente pela indústria, a distorção não teria ido tão longe. Com mais dinheiro no bolso, a população passou a consumir mais do que a economia é capaz de produzir, gerando assim a inflação.

Com o pouco crescimento do país e os salários se mantendo em alta acima da inflação, empresas necessitaram reduzir a quantidade de funcionários. Com essa redução, presume-se diminuir a renda das famílias derrubando o consumo, espera-se então que a inflação ceda.

O Brasil vem vivendo uma das piores crises no mercado de trabalho, as demissões não param e o trabalhador está cada vez mais inseguro, sem saber como planejar o seu futuro.

Alex Sandro Lopes, coordenador da área de benefícios da empresa Lazam MDS Consultoria de Seguros e Riscos, explica como a crise atingiu a empresa que está passando por uma fase de mudanças: O seguimento de seguros ainda não foi muito influenciado, pois mesmo com tudo que o pais está passando (processos de corrupção em vários setores, crises de partidos políticos, queda de empregos com carteira assinada), as seguradoras acabam se mantendo, porém com reduções mínimas e em alguns casos, migração de operações.

Na MDS tivemos um impacto significativo no setor de varejo (casas e automóveis), onde migramos o processo para um núcleo menor no Sul e quanto a área de benefícios (saúde, vida e odonto) tivemos uma redução de clientes nos diversos tipos de comercio, pois a alta do dólar e o aumento  do consumo direto( mercado, xepa e departamentos-cama, mesa e banho), reduziram em muito a ida do consumidor às compras. Acredito que o pais terá uma recessão ainda maior e que a crise está apenas no inicio. Não acredito em futuro próspero para o Brasil enquanto não conseguirmos sanar as ulceras que nos afligem”.

De acordo com o IBGE, o desemprego no primeiro trimestre de 2015 chegou a 8%, crescendo em comparação com o mesmo período de 2014, o que representa oito milhões de pessoas desocupadas no país. O pior número desde 1990. Em suma, a crise vivida pelo país não é apenas econômica, mas também politica, o que demanda responsabilidade não só do governo, mas como também de todos os agentes públicos e privados.

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