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Universo Casuo propõe democratizar o acesso a arte

A proposta é de um modelo de circo contemporâneo

19/11/2015 23h16

Marcos Casuo, palhaço, empresário e empreendedor. Foto: Arquivo pessoal

Nayara Tosi Dias

O circo, considerado a mãe das artes, está presente em diversos registros das civilizações antigas, dos chineses aos gregos, dos egípcios aos indianos. A arte milenar começou a tomar forma na Europa durante o século XVIII, com os primeiros circos de lona, trazendo um novo picadeiro em formato circular a as atrações que compõem o espetáculo até hoje.

O circo surgiu no Brasil no século XIX, por meio das famílias e companhias vindas da Europa. Conhecidos como ciganos, as trupes viajavam de cidade em cidade apresentando números de malabarismo, acrobacias e atrações com animais.

O novo circo, ou circo contemporâneo, é uma linguagem que soma às técnicas circenses tradicionais, a influência de outras expressões artísticas como o teatro e a dança. A técnica pode ser aprendida nas escolas circenses, e não mais apenas de pai pra filho como era antigamente, dando aos artistas das cidades a oportunidade de seguirem uma carreira circense. Com a proibição dos animais no circo, devido a casos de maus tratos, o público tem se interessado por atrações mais modernas, com novidades tecnológicas e histórias que despertam a imaginação e o encanto de crianças e adultos.

Palhaço, empresário e empreendedor, Marcos Casuo é um artista que já vivenciou diversas experiências artísticas no Brasil e ao redor do mundo. O palhaço atuou no espetáculo “Alegria” da companhia canadense “Cirque du Soleil” por oito anos, onde aprendeu técnicas de dramaturgia, produção de figurinos e maquiagem. Em Londres, foi reconhecido como um dos dez maiores “clowns do mundo”. Após 21 anos de carreira, Casuo decidiu realizar seu sonho de voltar ao Brasil e abrir sua própria companhia.

São pouquíssimos os trabalhos desenvolvidos no Brasil com a magnitude e qualidade comparáveis às grandes companhias internacionais como o “Cirque du Soleil” e o “Circo Imperial da China”. Essas companhias quando fazem a turnê pelo Brasil, cobram ingressos praticamente inacessíveis para a maioria da população.

Pensando nisso, o palhaço criou o “Universo Casuo”, que vem com a proposta de democratizar o acesso a arte e em menos de três anos já foi assistido por 1,3 milhões de pessoas. A companhia não disponibiliza de recursos governamentais, como leis de incentivo fiscal, editais ou qualquer tipo de patrocínio. O sucesso de seus produtos e criações dependem do engajamento da equipe UC, na qual a gestão de cada projeto é minuciosamente elaborada e custeada conforme a rotatividade de shows. 

“Ao dar início à empresa Universo Casuo, após abrir mão de toda estabilidade do Cirque du Soleil, como todo empreendedor iniciante precisei me desprender de vaidades e voltar a pôr a mão na massa. Com o tempo fui a fundo e busquei aprender mais sobre gestão para poder administrar melhor meu negócio”, conta Marcos.

O artista acrescentou ainda o segredo para se ter sucesso em qualquer carreira, ressaltando que devemos dedicar nosso tempo e energia com aquilo que amamos. “Cito nas palestras uma frase do Walt Disney: Somos do tamanho de nossos sonhos. Tentar realizar um sonho grande ou pequeno dá o mesmo trabalho, pois o esforço é o mesmo. Então por que não colocamos todos os esforços que temos, para fazer o melhor que podemos em tudo que almejamos? O segredo está na intensidade do amor que sentimos por aquilo que fazemos”, conclui Casuo.

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