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Produção Cultural é um mercado em expansão

Primeiro curso foi criado em 1995 no Rio de Janeiro

09/10/2015 00h47

Micaela Altamirano, produtora cultural. Foto: Arquivo Pessoal

Yan Fernando
Kamila Sombra

Até pouco tempo, era comum as pessoas pensarem que arte só se fazia por aqueles que tinham nascido com algum dom ou estudado algum tipo de expressão artística como dança, música e teatro. Essa mentalidade se reformulou nas últimas décadas. Hoje, a área cultural tem atraído jovens e adultos que sempre almejaram trabalhar, diretamente ou indiretamente, com a rea cultural.

 O curso de graduação de Produção Cultural foi criado em 1995 na Universidade Federal Fluminense (UFF) e, atualmente, é ministrado em outras faculdades do Brasil, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e na Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro. Ainda são poucas as instituições de cursos superiores que oferecem formação na área de Produção Cultural. No estado de São Paulo, a escola Projecta administra cursos para pessoas interessadas na formação de Gestão Cultural.

Para Micaela Altamirano, 28 anos, produtora cultural e docente na área de arte/educação, a profissão depende muito do perfil de atuação ou do projeto, mas em linhas gerais, o profissional é capaz de elaborar, analisar e viabilizar uma ideia ligada ao universo cultural.

Com o mercado em expansão, mesmo em tempos de crise, o espaço para profissionais autônomos através de editais e leis de incentivo, como é o caso do Rumos, edital criado pelo Itaú Cultural  e a Lei Rouanet do Governo Federal tem crescido consideravelmente.

“Estamos em um momento de muitas crises no país e no mundo. Todas as crises em um sistema, inauguram uma nova forma de existir. Sendo assim, penso que nosso cenário só tem a ganhar, porém é preciso que o produtor cultural também entenda as novas formas de consumir cultura que ainda estão sendo assimiladas nos últimos tempos. É hora de estar atento para podermos atuar tornando o cenário futuro mais positivo, é necessário assimilar o processo de transformação que estamos vivendo”, afirma Micaela

O salário depende muito do porte do projeto: “a média salarial é difícil de mensurar porque depende muito do tipo de projeto em que se trabalha e qual o tipo de atuação. Em geral o produtor pode ganhar de 10 a 20% do valor de um projeto a ser realizado”, conclui Micaela.

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