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Os desafios iniciais no mercado de comunicação

Como se destacar em meio ao cenário atual

20/11/2015 01h03

Olga Pinho, atuante na área de construção há 13 anos. Foto: Arquivo pessoal

Daniele França
Roger Vesco

O que mais ouvimos falar ultimamente é sobre a crise econômica que afeta o Brasil, deixando muitas pessoas desempregadas devido aos cortes que grandes e pequenas empresas optam em fazer para manter os lucros e para trabalhar fazendo mais com menos. O fato é que, independente da área de atuação, o profissional se depara com uma concorrência maior e se destacar parece cada vez mais difícil.

Existe uma visão de que a área de comunicação e marketing é a primeira a sofrer cortes, mas de acordo com a gerente de Comunicação e Marketing da Precon Material de Construção, Olga Ferreira de Pinho, “isso não chega a ser uma verdade. A redução ocorre em ferramentas tradicionais, ações de alto custo ou que demandam recursos imediatos. Isso abre espaço para alternativas, como por exemplo, ações de relacionamento e de contato direto com os seus públicos. Para isso, é preciso bons profissionais, que consigam desenvolver essas ações. Sai a comunicação de massa e entra a comunicação direta, localizada e assertiva. Mesmo em momentos de crise, sempre há vagas para bons profissionais”.

A exemplo da empresa em que atua, Olga expõe que “recebemos novos profissionais bem embasados, mas que não tem uma visão real, não analisam aplicabilidade ou viabilidade das suas propostas”. Isso nos mostra que ter um bom embasamento teórico não é o suficiente para traçar um plano de carreira promissor, é preciso ser maleável e se adaptar às constantes mudanças de cenário que podem ocorrer e sugerir projetos aplicáveis e que deem resultado nas metas da empresa.

Durante o período de estágio o universitário precisa escolher entre trabalhar em uma agência de comunicação ou empresa, essa escolha segundo Olga Pinho não pode se basear apenas no cenário econômico, pois ela não se sustentará. É preciso então seguir pelo caminho mais adequado ao próprio perfil, tendo em vista que “em uma agência, você lida com diferentes clientes e projetos e a rotina tende a ser menor. Você planeja e cria, mas não tem um grande compromisso com a implementação. Então, você não participa ativamente da ação e não assegura os resultados. Atuando em uma empresa, você tem a oportunidade de fazer trabalhos mais profundos, é preciso lidar com a estratégia, desenvolvendo e envolvendo frentes de comunicação para realizá-la. Como este profissional conhece bem os seus públicos de contato, consegue ter uma visão mais ampla das ações e seus impactos. Mesmo que haja certa rotina é preciso se reinventar”, acrescenta.

Olga esclarece que “a comunicação é algo dinâmico e em constante evolução, por isso precisamos de profissionais com visão sistêmica e que sejam capazes de atuar em todas as frentes de comunicação. Quanto mais polivalente o profissional, maiores são as suas chances no mercado de trabalho”. 

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