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O profissional de comunicação no movimento sindical

A atuação neste meio requer interesse pelo cenário político

30/10/2015 00h42

Ana Maria Correa Couto, Assessora Política da Secretaria Geral da CUT. Foto: Arquivo pessoal

Beatriz Suemi Suguino
Marina de Mello

O movimento sindical surgiu no Brasil no final do século XIX e seus principais núcleos operários, em sua maioria compostos por imigrantes vindos da Itália, Espanha e Portugal, formaram-se principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Desde então, o movimento sindical vem atuando de várias formas em várias frentes e com o passar do tempo foram surgindo lideranças sindicais reconhecidas no Brasil e no mundo.

Os sindicatos são conhecidos por suas grandes mobilizações, greves e negociações, que visam conquistar direitos e benefícios para os trabalhadores. Recursos como vale transporte, vale alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e horas extras são algumas aquisições que o sindicato conseguiu para a classe trabalhadora.

“Os profissionais da área de comunicação se tornaram cada vez mais importantes dentro do movimento, uma vez que para se destacar nas bases das centrais sindicais é preciso realizar um trabalho de comunicação bem estruturado, visando propagar as informações de maneira eficiente”, diz Ana Maria Couto.

A abertura do campo de atuação do movimento sindical para além das lutas da classe trabalhadora pode ser observada em negociações com o governo, movimentos sociais, partidários e até mesmo com representações internacionais.

A partir dessas novas atuações dos movimentos sindicais, o profissional de Relações Públicas se tornou cada vez mais importante e até mesmo indispensável na organização. Sua atuação pode ser notada em diversas atividades ligadas ao movimento, dentre elas as relações institucionais, assessoria de imprensa, social media e eventos.

“O investimento na realização de eventos como palestras, congressos, seminários e oficinas de debates, é cada vez maior e são para essas atividades que os profissionais de relações públicas são mais requisitados”, destaca Ana Maria Couto.

Uma pessoa que trabalha na área de comunicação de um sindicato precisa entender os ideais do movimento para pensar de maneira coerente ao representar a entidade. Segundo Ana Maria Couto, “o interesse pelo cenário político do país é um diferencial que contribui para a formação de um olhar crítico capaz de entender e pensar conforme a entidade se movimenta na conjuntura política”.

Para os comunicadores que se interessam pela atuação no movimento sindical, vale destacar que a seleção de pessoas para trabalhar em um sindicato funciona como um processo seletivo comum, por meio de divulgação da vaga para parceiros e funcionários, seguido pelo recebimento e triagem de currículos. 

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