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Nômades digitais e sua rotina de trabalho

Entenda mais sobre esse novo modelo de atuação no mercado

09/10/2015 00h43

Casal viaja com seus dois cachorros vira latas. Fonte: arquivo pessoal

Caroline Almeida

Estamos vivendo uma revolução que está mudando a forma como pensamos, agimos e nos relacionamos e os responsáveis por isso são a internet e a tecnologia. Como resultado, temos novos modelos de trabalho que só são possíveis nessa era digital. Para aqueles que questionam o modelo de trabalho atual e se sentem oprimidos indo ao mesmo lugar todos os dias, das 8h às 17h (e muitas vezes pegando horas e mais horas de trânsito), trabalhar de qualquer lugar do mundo precisando apenas de um computador com acesso a internet, já pode ser realidade.

Foi essa ideia de liberdade que levou Debbie e Felipe a se tornarem nômades digitais. Durante um intercâmbio de 3 meses nos EUA, começaram a fazer freelas, e quando voltaram viram que a possibilidade de trabalhar de casa era real. “Não foi assim de um dia para o outro, foi um processo. Até mesmo nos nossos empregos fixos, começamos a mostrar que também funcionava dessa forma, e fomos pegando trabalhos de outras agências também, até o momento que fizemos a transição e começamos a trabalhar só de casa. Ficamos um ano trabalhando de casa até que pensamos, qual a diferença de trabalhar daqui ou de qualquer outro lugar do mundo? ”, relatam Debbie e Felipe.

O casal viaja com seus dois cachorros vira latas, Lisa e Luca, desde 2014. Já passaram pela Espanha, Alemanha, e atualmente estão morando em Portugal. Eles também mantêm um blog desde 2012, o “pequenos monstros”, onde postam sobre diversos assuntos, inclusive suas viagens e o cotidiano.

As vantagens de ser um nômade digital são muitas: “você conhece culturas novas, está sempre fazendo e conhecendo algo novo. Você está o tempo todo aprendendo. A liberdade que nós temos de trabalhar quando quisermos, quando estamos mais produtivos, de poder escolher cliente, é uma das maiores vantagens”, diz Felipe.

Mas como nem tudo são flores, também há o lado negativo, como viver longe da família, não pertencer realmente a lugar nenhum, e é claro, a burocracia, pois em muitos lugares é necessário dar entrada muito antes na documentação do visto. O ponto mais negativo é que você acaba não criando muitas raízes. Nós saímos, fazemos amigos, aí daqui 1 mês, isso acaba, porque o seu tempo no lugar é passageiro, apesar de adicionar as pessoas no facebook, não convive mais com elas ”, diz o casal.

Então, se chega domingo à noite e quando você ouve a musiquinha do
Fantástico” começa a entrar em depressão profunda, ser nômade digital pode ser um caminho pra você.

Debbie diz que “O trabalho remoto é o principal negócio. Seja pra se tornar um empreendedor e abrir sua própria empresa, convencer o chefe que você consegue trabalhar a distância, arranjar freelas e acabar tornando eles sua principal fonte de renda. Não adianta sonhar em ser nômade sem pensar na forma que você vai continuar se sustentando a longo prazo. Isso é viajar, não viver”.

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