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IMPLANTAÇÃO DE CHIP SUBCUTANÊO

Uma tendência do mercado ou somente mais uma tecnologia para nos auxiliar?

07/09/2017 01h18

Amanda Balista
Ayla Regina
Foto: Divulgação

Criado pelo norte-americano Amal Graafstra, o chip subcutâneo (ou biochip) teve a intenção de facilitar o dia-a-dia do próprio criador, como por exemplo para abrir portas, ligar o carro, desbloquear o celular utilizando a tecnologia NFC (Near Field Communication). Mas depois de um tempo viu que poderia desenvolvê-lo mais e assim empresas começaram a trabalhar com a tecnologia e comercializar o produto em alguns países incluindo o Brasil.

Feito de material biocompatível (que não causa rejeição ao corpo) tem o tamanho de um grão de arroz e pode ser colocado em qualquer área do corpo da pessoa de acordo com a preferência do usuário, mas, normalmente, ele é implantado na pele localizada entre o polegar e o indicador por ser mais prático e não ter interferência com artérias ou nervos.

Para a jornalista Lidia Zuin, 27 anos, que experimentou a tecnologia e ainda a utiliza no dia-a-dia, ela conheceu o biochip quando viajou para fora do país e se surpreendeu no momento em que percebeu que já tinha a mesma novidade no Brasil. Foi a um evento de futurologia no Rio de Janeiro em que estavam expondo o chip e se interessou em implantá-lo, e sim, ela o fez no mesmo instante!

Ela comenta que o utiliza como objeto de pesquisa de comportamento e tecnologia e fala como as pessoas leigas reagem ao assunto ao saber que ela tem uma tecnologia, que não é voltada à saúde, no corpo e como o aparelho pode ser útil no cotidiano como por exemplo desbloquear o celular, guardar arquivos leves, links e apresentações, abrir automaticamente páginas online, como no caso o LinkedIn, e até mesmo fazer transações financeiras.

E como sabemos que nem toda tecnologia é segura, questionamos alguns riscos que podem ocorrer com a utilização do chip como “hackeamento” e compartilhamento de vírus ou até a aquisição dos dados pessoais por parte de pessoas com más intenções. Lidia diz que sim, isso é possível mas para haver tal acesso é necessário o contato físico, onde o aparelho se encontra, com o outro que possa ter acesso e obviamente dá para se perceber quando isso acontece até porque tem que se esperar mais ou menos 2 segundos até concluir o desbloqueamento das informações, além desses riscos diminuírem pelo fato do chip ser criptografado.

Há uma tendência no mercado de fazer trabalhos parecidos com os colaboradores ou até mesmo o chip ser utilizado como algo pessoal e ter uma segunda função para ajudar no cotidiano das organizações. Nossa entrevistada também chegou a comentar que talvez seja uma saída para a substituição de tantos cartões como os de identidade, bancários e passagens em transportes públicos entre outros.

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