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Crise econômica resulta em queda do mercado imobiliário

Dívida do setor no estado de São Paulo supera R$14 bilhões

19/11/2015 23h35 - última modificação 19/11/2015 23h34

Roseli Figliolia, empresária e corretora de imóveis. Foto: Arquivo pessoal

Beatriz Suemi Suguino
Jaqueline Párus da Silva
Letícia Oliveira Silva

Ao pensar na crise econômica pela qual o país está passando atualmente, automaticamente questiona-se a situação do mercado imobiliário, já que a dependência do poder aquisitivo da população leva a grande instabilidade no setor. Para se sobressair em um ambiente tão mutável, as empresas estão investindo em marketing, em busca de atração e visibilidade dos dispostos a investir ou simplesmente adquirir um novo imóvel como moradia.

Segundo a revista “Exame”, estima-se que 28 mil unidades de apartamentos estão paradas em São Paulo e as incorporadoras estão enfrentando dívidas inimagináveis - que ultrapassam 14 bilhões de reais. Assim como o fechamento em queda de vendas, há também a diminuição da construção de novos condomínios – residenciais e comerciais -, levando o desemprego para a construção civil.

A empresária Roseli Figliolia, corretora de imóveis há mais de 20 anos, analisa o mercado no ano de 2015: “o mercado imobiliário está instável, muito difícil. Precisamos saber agir em todos os momentos. Mas, mesmo assim, as vendas ainda acontecem, mesmo que em uma proporção muito menor”.

Ela também afirma que o fato dos imóveis terem sofrido uma queda de preço nos últimos meses não fez com que as vendas aumentassem. “Só quem está dentro do mercado imobiliário pode fazer essa análise. Os imóveis que sofreram quedas de preço são aqueles que os proprietários vendiam por um preço muito maior do que o valor real, buscando o lucro. Com a crise, eles se viram obrigados a abaixar esse valor com o intuito de não deixar seu investimento parado”, explica Roseli.

A dificuldade de financiamento, linha de crédito e o aumento dos impostos, trâmites necessários para a aquisição de um imóvel, também são fatores consideráveis. Isso faz com que os corretores de imóveis tenham que mudar aspectos da negociação e ter jogo de cintura para realizar a venda.  “Temos que considerar tanto o proprietário, como o comprador. É difícil negociar em tempos de crise, mas procuramos ter dinamismo e sabedoria para que a venda possa ser concretizada”, conta Roseli.

Hoje, Roseli é dona de uma imobiliária com mais dois sócios e espera um mercado um pouco melhor para o próximo ano: “já tivemos crises no país antes, mas, em vinte anos de profissão, nunca passamos por um momento econômico tão difícil para o mercado imobiliário. Mas, aos poucos, as vendas estão acontecendo. Estamos esperando um mercado um pouco melhor para o próximo ano, mesmo que não completamente recuperado”.

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