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CoWorking, a reinvenção dos modelos de trabalho

Uma tendência de mercado que permite a troca de ideias entre as empresas

28/09/2017 01h12

WeWork na Av. Paulista, uma das maiores empresas de coworking do mundo

Flávia Caveagna
Flávia Bartolassi
Foto: divulgação

 Em tempos de crise quem desapega e compartilha é rei. O que antes era baseado no “Ter” hoje mudou, e pessoas e empresas passaram a considerar dividir espaços e coisas. O CoWorking é a maior prova dessa nova tendência.

 O termo, que surgiu em 2005 nos EUA, foi criado para definir um ambiente onde vários profissionais, de diferentes áreas, trabalham compartilhando o mesmo espaço e têm o objetivo de incentivar a troca de ideias, o compartilhamento e networking. A ideia, que seguiu as tendências do freelancing e das startups, conquistou empresas e funcionários e foram abertos diversos desses espaços, cada um com seu estilo único.

 A empresa onde a analista de mídias sociais Pamela Figueiredo, 26 anos, trabalha é um exemplo dessa tendência. A organização mudou-se recentemente para um andar de CoWorking na Av. Faria Lima, em São Paulo, e segundo Pamela a experiência tem sido inspiradora: “O esquema de trabalho de um CoWorking é muito mais dinâmico do que no prédio de uma empresa normal. Existem muito mais áreas em comum do que nos outros prédios. E tudo feito para você ter contato com a empresa vizinha. Ajuda muito na hora de trocar indicações, contatos e ideias”.

 O publicitário Alisson Oliveira, 24 anos, também é adepto dessa forma de trabalho. Ele, que possui sua própria agência, acredita que este é um método que só tem a agregar: “A coisa que eu acho mais interessante nesse mecanismo é te permitir trabalhar em um lugar mais moderno, que se você fosse construir um ambiente do tipo sairia muito caro. Hoje em dia, os CoWorkings são bem estruturados e possuem uma arquitetura moderna e visual muito boa.”.

Pamela cita algum dos pontos altos de trabalhar em um ambiente assim: “Uma coisa legal é o ambiente descontraído. Os espaços têm redes, puffs, e se você quiser tirar um cochilo depois do almoço, você pode. Além de café a todo momento, água saborizada, chopp a partir do meio dia. É um ambiente para você se sentir à vontade e trabalhar de forma mais criativa.’’

 Além de proporcionar networking com pessoas de diversas áreas, esses ambientes também possuem toda uma estrutura para receber os clientes com um custo menor do que teriam com o aluguel de uma sala comercial. “O que eu acho mais sensacional em um CoWorking é ter uma proposta socioambiental de utilização e economia. Quando a gente fala sobre isso, conseguimos dividir e acabamos viabilizando e tornando tudo mais barato e acessível”, diz Alisson.

 Sobre os pontos negativos, Pamela aponta a distração como problema: “Não diria que é uma coisa ruim, mas como funcionário, por ter muitas distrações e coisas lúdicas no ambiente, acabamos nos desligando do mundo lá fora e ficamos no trabalho até mais do que deveríamos, algumas vezes”.

 Já Alisson acredita que em um ambiente de trabalho assim não há nenhum ponto ruim: “Eu não acho que exista contras, eu acho que tem empresas que não se encaixam nesse perfil de trabalho. Todos os benefícios que você tem em um espaço reservado, seu, você tem em um CoWorking”.

Por se tratar de um ambiente de negócios que abriga uma nova lógica econômica, em que trabalhar junto é sinônimo de cooperação, para que de alguma forma, os colaboradores possam progredir e crescer juntos, é um mercado que promete expandir e se aprimorar muito ainda no Brasil.

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