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A instabilidade da Geração Y

Eles são impacientes, preocupados com si próprios, e em pouco tempo, vão tomar conta do planeta

06/11/2014 00h18

Denival Ignacio - Superintendente da corretora de seguros Brasil Insurance

 Larissa Satiro
Mateus de Meo

Essa geração se desenvolveu  em uma época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo. É comum que os jovens dessa geração troquem de emprego com frequência em busca de oportunidades que ofereçam mais desafios e crescimento profissional.

 Segundo Denival Ignacio, superintendente da corretora de seguros Brasil Insurance, os jovens desta geração são imediatistas e por muitas vezes os ganhos e evoluções profissionais não ocorrem na mesma velocidade que esperam e com isto ficam insatisfeitos. “Muitas vezes deixam de aproveitar as experiências e conhecimentos de profissionais que estão no mercado há um longo tempo,  por serem autossuficientes", completou Denival.

 Com 20 e poucos anos, esses jovens são os representantes da chamada Geração Y, um grupo que está, aos poucos, provocando uma revolução silenciosa. Sem as bandeiras e o estardalhaço das gerações dos anos 60 e 70, mas com a mesma força poderosa de mudança, eles sabem que as normas do passado não funcionam, e as novas estão inventando sozinhos. "Os jovens da Geração Y buscam fazer aquilo que lhe traz satisfação pessoal. O emprego deve trazer qualidade de vida ao contrario do que a geração passada pensa, eles buscavam cegamente o dinheiro, deixando de lado outros aspectos da vida que também são importantes como família ou vida social", disse Bruno Satiro,  23 anos, estudante de Arquitetura pela Faculdade Anhembi           Morumbi.

Os jovens desta nova geração estão, desde sempre, familiarizados com dispositivos móveis e comunicação em tempo real, como tal são um tipo de consumidores exigentes, informados e com peso na tomada de decisões de compra. São a primeira geração verdadeiramente globalizada, cresceram com a tecnologia, que é para eles uma necessidade e com base no acesso facilitado, desenvolveram uma grande capacidade em estabelecer e manter relações pessoais próximas, ainda que à distância, como nenhuma outra geração o tinha feito anteriormente, permitindo o compartilhamento de experiências, troca de impressões, comparações, conselhos, criação e divulgação de conteúdos, que são o fundamento das redes sociais. 

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