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A influência dos pais na tomada de decisão é positiva?

Nada como uma forcinha para decidir o seu futuro!

20/11/2015 00h35

Corpos Transversos: Um projeto do grupo Musicanoar. Foto: Inês Correa

Amanda Souza
Thaís Alves

Ao longo da vida temos que tomar muitas decisões. A considerada mais difícil, com certeza, é a escolha profissional. Aos jovens que mal acabaram o ensino médio e precisam de imediato, tomar a decisão que pode determinar o seu futuro.

Hoje em dia, os adolescentes recebem uma quantia enorme de informações em curto período de tempo, fazendo com que haja uma aceleração no seu crescimento, comportamento e formação. Há influências e opiniões que vem de todos os lados, todos tendo ciência de que elas partem de diferentes pontos, podem aparecer da mídia, dos amigos, da escola, da religião, mas a principal influenciadora na formação do adolescente é a família.

Sendo assim, o jovem busca apoio em uma etapa que para ele é considerada tão conturbada. Sabemos que não existem só experiências desagradáveis. Existem inúmeros exemplos de jovens que nasceram em ambientes que sucederiam maus exemplos, mas por não aceitarem tal posição que foi lhe posta, batalharam pela alternativa e ir mais além do que eles mesmos imaginaram, persistir e vencer.

Para termos uma noção das influências e escolhas profissionais, o estudante da USP, Lucas Issamu Abe, 22 anos diz que “ser ator é o que o torna realizado”. Na escola, ele alegou que queria seguir a carreira na medicina, mas mudar após ingressar no grupo de teatro da escola e se apaixonar pela profissão.

“Uma base familiar é importante nas horas difíceis, como vestibular, procura de emprego, dificuldades ao longo de uma graduação, entre outras tantas situações que todo profissional passa independente de sua área de atuação. A família pode dar suporte nesses momentos, incentivando o profissional a não desistir de seus sonhos e de seus objetivos, sejam quais forem”, afirma ele.

“Inicialmente eles acreditavam que a minha vontade de ser ator seria passageira e logo se transformaria em outra coisa. Porém, ao me verem em cena completamente entregue ao personagem e à peça que estava apresentando, mudaram de ideia e começaram a considerar que talvez teatro fosse mesmo o que eu gostaria de fazer. Depois de convencidos, deram-me todo o apoio e suporte necessário para, por exemplo, prestar o vestibular de Artes Cênicas na ECA-USP”, explica Lucas.

Para os jovens, é sim positivo obter incentivos dos pais, mas nada como seguirem seus próprios desejos. Esta liberdade não é uma lição fácil para os pais que pensam todos os dias em um futuro promissor para os filhos, visto que a prosperidade esta muitas vezes associada a profissões de reconhecimento e valorizadas socialmente. 

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