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Japão Constrói Aerogeradores que Flutuam no Oceano

28/07/2014 13h41

Turbina de vento - imagem não oficial.

De acordo com notícia publicada em outubro de 2013, no New York Times, o Japão construiu um aerogerador que flutua em meio ao Oceano Pacífico, ao longo da costa de Fukushima. Com mais de 100 metros de altura, pronto para entrar em atividade e abastecer 1700 casas com energia elétrica.

Até 2020, a meta é construir um total de 140 turbinas para gerar mais de 1 gigawatt de eletricidade, valor equivalente ao potencial de uma usina nuclear. Esta é a maior e mais ambiciosa aposta em energia limpa já feita pelo Japão, um país que sempre sofreu com a falta de recursos energéticos e enfrenta sérios dilemas com o uso da energia nuclear após os incidentes na usina de Fukushima, em 2011.

Turbinas eólicas instaladas no oceano não são novidade para o mundo, países da Europa, por exemplo, já possuem essa tecnologia. A diferença no projeto dos japoneses é que a turbina e sub-estações de conversão estão sobre uma plataforma flutuante, ancorada no leito do oceano, permitindo que fazendas eólicas sejam instaladas em áreas de maior profundidade, ao invés de apenas em águas rasas.

Porém, novas tecnologias trazem muitas dúvidas e problemas. Por exemplo, quais serão os danos no leito do oceano e nas áreas de pesca. A costa de Fukushima abriga muitos pescadores que temem por seus empregos após a instalação de todas as turbinas. Além disso, quanto mais longe da costa, mais caro e difícil fica transmitir a energia gerada de volta para terra firme ou enviar técnicos para realizar manutenção periódica.

O custo das obras é outro grande entrave. As três primeiras turbinas custaram cerca de $20.000 dólares por kilowatt gerado, valor 8 vezes maior que a construção em terra. Com melhorias de desing, tecnologia e uso da economia de escala, espera-se reduzir o custo para 2 vezes mais que a construção em terra.

Fonte: New York Times

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