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RP é quem melhor aplica visão estratégica das empresas, afirma docente da USP

Ex-diretora de Jornalismo e RP da Metodista, professora Maria Aparecida falou em aula magna

29/03/2019 21h20 - última modificação 29/03/2019 22h56

Ex-diretora de Jornalismo e RP da Metodista, professora Maria Aparecida falou em aula magna

O acesso ilimitado às informações permitido pela tecnologia tirou das empresas a centralidade da comunicação, tornando relativos o poder e a influência das corporações. Na atual sociedade em rede e de comunicação de mão dupla, interagir com as diversas plataformas digitais e controlar públicos de interesse ampliaram a responsabilidade dos profissionais da área.

“Empresas demandam cada vez mais o relações públicas porque é quem melhor aplica a visão estratégica corporativa e em favor de seus stakeholders. O RP é requisitado por ser um analista de cenários, sobretudo num mundo como o de hoje, de incertezas e conflitos, com muitos antagonismos e dilemas éticos, além de fake news”, contextualizou Maria Aparecida Ferrari, professora da Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo), ao falar na aula magna das turmas de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo na noite de 27 de março último.

Segundo expôs, a sociedade moderna está moldada em torno de novas exigências como sustentabilidade, diversidade, transparência e pressões de grupos de ativistas, o que requer respostas claras e imediatas das empresas e seu setor de comunicação. Além disso, citando o sociólogo francês Dominique Wolton, a bombardeio de informações via internet ou redes sociais complica a comunicação e torna o entendimento cada vez mais difícil.

“Precisamos ser seletivos com as informações que recebemos”, orientou em sua palestra “Um olhar para as relações públicas”, advertindo para a necessidade de uma postura crítica e vigilante.

Ex-coordenadora do curso de Relações Públicas e diretora da Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas da UMESP nos anos 2000, professora Maria Aparecida mostrou que, na atual “modernidade líquida”, volátil, incerta e insegura, como definiu o também sociólogo Zygmunt Bauman, corporações precisam do profissional de RP para manter relacionamentos permanentes com seus públicos e protegê-las de riscos e crises. “Aliás, hoje, antes da gestão de crise, fazemos gestão de risco, pois é nossa responsabilidade cuidar da reputação da empresa”, comentou.

A docente discorreu também sobre competências, habilidades e atitudes exigidas dos profissionais de RP. Entre as competências enumerou conhecimentos em comunicação e pesquisa, mapeamento de públicos, finanças e atualidades. Nas habilidades são importantes domínio da redação e de outros idiomas, saber superar conflitos e crises, além de analisar dados e pesquisas. Já entre as atitudes recomendadas estão proatividade, disciplina, organização, cooperação e ética.

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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