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Relações Públicas terão titulação própria a partir de 2016

Carga horária maior e mais ênfase à formação específica de RP são as novidades

29/05/2015 20h33

Foto Janaína Rodrigues/Agicom

Há anos os profissionais de Relações Públicas esperam a oportunidade de entrar nas organizações pela porta da frente. Agora eles terão sua vez. Após as resoluções do Ministério da Educação nos 1 e 2 de setembro de 2013 instituindo as Diretrizes Curriculares de Jornalismo e Relações Públicas, respectivamente, o RP ganhou titulação própria dentro da área de Comunicação, da qual até agora era apenas uma “habilitação”.

“Não seremos mais um subtítulo da Comunicação Social, pois temos agora uma identidade”, resumiu a professora Cláudia Peixoto de Moura, integrante da Comissão de Especialistas em Formação Superior de Relações Públicas do MEC e que participou da elaboração das Novas Diretrizes Curriculares da profissão, em vigor a partir de 2016. Professora Cláudia falou na aula magna do curso dia 28 último sobre o tema “Novas apropriações no ensino e no mercado”.

As Novas Diretrizes Curriculares de RP são consideradas como uma política firme a favor do esclarecimento dessa pendência histórica dentro da Comunicação Social, que se tornou um grande guarda-chuva abrigando cursos distintos como de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Jornalismo – estes dois últimos, inclusive, conflitando nas atribuições de tarefas. Até agora, o diploma é de Bacharel em Comunicação com habilitação em PP, RP e Jornalismo. A partir do próximo ano, o bacharel sairá titulado em PP, RP e Jornalismo.

Mais conteúdo específico

Não se trata de uma diferença sem importância. O novo currículo vai inverter o peso dos conteúdos das disciplinas, enfatizando mais os conhecimentos específicos em RP e menos os conhecimentos gerais em comunicação. Das 3.200 horas previstas na nova grade, pelo menos 1.400 horas serão dedicadas ao eixo de formação em RP, outras 1.400 horas para formação geral, 200 horas para estágio supervisionado e 200 horas para atividades complementares. Além de elevar as 2.700 horas até agora vigentes, duas novidades de magnitude a partir de 2016 serão a introdução do estágio e o TCC (trabalho de conclusão de curso) obrigatório, orientado por professor e avaliado por banca.

“O TCC terá uma monografia individual e um trabalho em grupo sobre RP aplicado em organizações, acompanhado de fundamentação, reflexão teórica e intervenção documentada”, detalhou professora Cláudia Moura Peixoto, que também é docente na área de Comunicação.

O novo contexto histórico para a profissão de Relações Públicas no Brasil, diante das Novas Diretrizes Curriculares, segundo ela, permitirá que a formação em RP deixe de ser muito abrangente no ensino e coloque mais foco em questões específicas da prática diária. A linha de conteúdo instalará na dianteira a formação em RP, seguida da formação em Comunicação e finalizada com formação geral, invertendo o fluxo até agora vigente.

Na contextualização das datas relevantes da categoria, professora Cláudia chegou a dar três definições cronológicas do profissional: primeiro, o RP era quem trabalhava com informações entre os públicos e as instituições, depois RP passou a ser quem tinha como matéria-prima a informação para administrar relacionamentos entre públicos e entidades. Agora, RP é definido como o profissional que tem como matéria-prima a informação e que estabelece a relação entre públicos e organizações, para administrar relacionamentos pelas ações de comunicação.

Secretário-geral?

Até agora, as profissões pertencentes à Comunicação Social “e suas habilitações” operam sob a resolução 16 do CNE/MEC, de 2002. A separação começou a ocorrer em 2009, quando a portaria 203 instituiu comissão de especialistas para formular Diretrizes Curriculares para o curso de Jornalismo. Em 2010 foi a vez de formular Diretrizes Curriculares de RP, culminando em 2013 com as resoluções 1 e 2 separando essas especializações. O aprimoramento tem como base a legislação de 1967 que disciplinou a profissão de Relações Públicas e a resolução de 2002 que definiu as funções e atividades privativas de RP.

“Conservamos o que era bom e melhoramos o que era preciso”, citou a palestrante, que espera com o novo currículo dar mais legitimidade ao RP no mercado, que muitas vezes encara esse profissional como um “secretário-geral” da organização ou um “promotor de festinhas”.

A Universidade Metodista trabalha já há um ano e meio a nova identidade da profissão, informa o coordenador do curso, professor Paulo Ferreira. A universidade participou inclusive de audiências públicas em 2010 para os preparativos das Novas Diretrizes Curriculares.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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